OPINIÃO

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Alerta para os casos de suicídio na região

Tribuna do Norte

| Edição de 20 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O suicídio sempre foi um tabu. No jornalismo, há uma convenção profissional extra-oficial que veta a divulgação desses casos. Com a internet, muitos sites abriram mão desse acordo informal e passaram a divulgar normalmente esses atentados contra a própria vida. O suicídio é um ato individual, motivado por decisões íntimas e particulares. A sua divulgação é polêmica, principalmente quanto há sensacionalismo.

Apesar desse cuidado de boa parte da imprensa, no entanto, os índices de suicídio aumentam anualmente no Brasil e também no mundo. Ou seja, é preciso trazer à tona esse assunto e discutir as causas dessa “epidemia” de ocorrências. Por que tantas pessoas estão cometendo esses atos?

Segundo reportagem publicada pela Tribuna no último domingo, o suicídio é hoje a quinta causa de mortes nos 17 municípios pertencentes a 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana. Nos últimos dois anos, 46 mortes por esse motivo foram registradas na região. De janeiro a abril de 2016, foram cinco ocorrências do gênero, o que já representa 21% dos casos de todo ano anterior.

Esses dados servem de alerta par a o problema. O suicídio precisa se tratado como uma questão de saúde pública, sim. Os números mostram isso. Em todo o Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano.

O perfil dos suicidas é semelhante. Dos 23 casos ocorridos no ano passado, 18 eram homens, representando 78% das mortes. Das 23 situações em 2014, 16 também foram protagonizadas por homens.

O caminho para reduzir esses casos está no acompanhamento de pessoas com transtornos psiquiátricos e quadros extremos de depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos suicídios podem ser evitados quando há oferta de ajuda. Em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas, segundo pesquisa do Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio (PesqueSui/Icict/Fiocruz), de São Paulo.

Ou seja, há sinais que precisam ser observados. Quanto já houve alguma tentativa de suicídio, os cuidados devem ser redobrados. Segundo especialistas em saúde mental, falar sobre suicídio não provoca novos suicídios. Ou seja, o assunto precisa ser discutido, mas não de forma superficial ou sensacionalista. Com seriedade, é possível, sim, reduzir esse número de casos.