OPINIÃO

min de leitura - #

Apesar dos percalços, o espírito olímpico contagia

Da Redação

| Edição de 07 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Independente da crise política, econômica e moral do País, o Brasil vai respirar os Jogos Olímpicos por 21 dias. O Rio de Janeiro se transformou oficialmente na casa do mundo na sexta-feira à noite, quando uma bonita cerimônia marcou a abertura das Olimpíadas 2016.

Nas próximas semanas as mazelas nacionais sairão de cena para dar espaço a corredores, nadadores, jogadores de vôlei, basquete, futebol, etc. São 12 mil atletas de 200 países que vão participar da competição, que vai mostrar o Brasil para o mundo.

A festa de abertura da Rio-2016 foi tocante. Mostrou a cultura e a formação do povo brasileiro. O potencial humano ganhou espaço. É claro que a cerimônia procurou mascarar os nossos grandes defeitos, com a pobreza, violência urbana, a corrupção e até a dengue e a zika tão faladas mundialmente antes dos jogos.

A organização das Olimpíadas foi marcada por muitas polêmicas. O Brasil conquistou o direito de sediar a competição em 2009. Naquela época, o país vivia dias de otimismo. No entanto, foi uma falsa sensação. Pouco tempo depois, os problemas de gestão e a corrupção deram as caras e o Brasil mergulhou numa profunda crise. O sentimento em relação às Olimpíadas e antes à Copa do Mundo, realizada aqui em 2014, foi de muita rejeição. A população, justamente indignada, questionava os gastos exorbitantes em meio à recessão, ao aumento do desemprego e a disparada da inflação.

A Copa do Mundo foi realizada com sucesso e agora começam as Olimpíadas. Não nos resta outra coisa a não ser torcer para que o resultado seja satisfatório e que o país mostre ao mundo que, apesar das dificuldades e contradições, somos capazes de realizar jogos inesquecíveis.

Apesar das visões contrárias, críticas e polêmicas, esse megaevento será histórico. Na verdade, já é. Pela primeira vez, as Olimpíadas desembarcam na América do Sul. Mesmo com os percalços e do “jeitinho” brasileiro, obras importantes de infraestrutura, com o metrô no Rio de Janeiro, saíram do papel, entre outras benfeitorias.

No entanto, o legado mais importante será o espírito olímpico que vai impregnar o País e a valorização do esporte, algo tão fundamental para as crianças, adolescentes e jovens. Após a festa, é claro, é preciso cobrar dos governantes que esse sentimento reverbere em favor da comunidade carioca, trazendo transformações.