Apucarana completa hoje 72 anos de emancipação política e administrativa. Ao longo de mais de sete décadas, o município passou por uma grande transformação. Da poeira nas ruas dos primeiros anos das décadas de 40 e 50, hoje o município se modernizou e já enfrenta o desafio do trânsito congestionado e das dificuldades de mobilidade; da agricultura dos anos áureos do café, hoje a missão é ampliar a industrialização e garantir emprego à população.
Com 130 mil habitantes, Apucarana foi forjada no passado pela coragem e dedicação de pioneiros, que aqui chegaram e procuraram transformar a realidade inóspita que encontraram no início da colonização.
Apucarana é o retrato de sua gente, dos japoneses e ucranianos que fizeram uma longa travessia até chegar ao Norte do Paraná até os migrantes paulistas e mineiros que também têm papel fundamental na personalidade dos apucaranenses de hoje.
É preciso, sim, reverenciar o passado, mas também é necessário olhar com lucidez para o futuro. Apucarana tem grandes desafios. O principal é aumentar o poder econômico do município, atraindo mais indústrias de grande porte, visando garantir empregos e mais renda para a população. Caso contrário, o município continuará perdendo talentos para outros centros.
A criação da Região Metropolitana de Apucarana (RMC) é um passo fundamental nesse sentido. No entanto, o esforço político feito para a aprovação desse projeto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) não pode ter sido em vão. É preciso agora consolidar essa região metropolitana, com projetos que fortaleçam Apucarana e toda a região. Um Vale do Ivaí forte é importante para todos.
É preciso avançar sempre em todos os setores, melhorando o atendimento à saúde, a oferta de cursos superiores e investir em infraestrutura, aprimorando a mobilidade urbana.
Um aniversário precisa ser marcado por olhares de retrospectiva e perspectiva. Avaliar as conquistas e as transformações é uma forma de reverenciar quem deu a vida pelo município, mas também é fundamental projetar um futuro melhor para os apucaranenses de amanhã.