Cerca de 100 mil apucaranenses e outros 90 mil araponguenses estão sofrendo com a falta d’água nesta semana. O desabastecimento foi provocado pela inundação das estações de captação da Sanepar nos dois municípios após as chuvas intensas registradas entre sexta e terça-feira, quando mais de 400 milímetros de precipitação foram registrados na região em menos de quatro dias. Em Apucarana, a água começou a voltar gradativamente ontem, enquanto em Arapongas um poço artesiano está atendendo os bairros à noite em forma de rodízio. O fornecimento será normalizado, no entanto, apenas na segunda-feira.
A falta d´água precisa servir de lição para moradores e também para a Sanepar. No que diz respeito aos cidadãos, o desabastecimento mostrou a importância do consumo consciente. Muitas pessoas não haviam passado até hoje por um problema semelhante. Houve desespero de muitas famílias em busca de água para o consumo próprio e necessidades básicas. Em Apucarana, fontes naturais nos parques Santo Expedito e São Francisco de Assis ficaram lotadas. A população utilizou essa água para cozinhar, lavar louça, usar nos banheiros e alguns até para o consumo.
Já a Sanepar também deve pensar em alternativas nos casos de emergência como esse em Apucarana. Não é a primeira vez que estação de captação fica inundada e a população precisou conviver com o desabastecimento. A empresa precisa garantir uma reserva técnica para situações como essa ou ter a opção de captação em outro ponto.
O mesmo ocorre em Arapongas, onde a situação é muito pior que Apucarana. Lá, a estação fica no Ribeirão dos Apertados, em local de difícil acesso, e a população precisará agora conviver por vários dias sem o fornecimento de água tratada em casa.
Situações-limite como essas, em que milhares de pessoas são afetadas, não podem passar em branco. Nessas horas que é preciso tirar lições e trabalhar de forma preventiva para que não volte acontecer tamanho transtorno. Para o cidadão, é oportunidade de refletir sobre os hábitos de consumo; para a Sanepar, é fundamental buscar alternativas em casos emergenciais.