OPINIÃO

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Assaltos contra pedestres expõem problema social

Da redação

| Edição de 18 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Levantamento realizado pela Polícia Militar mostra que 65% dos assaltos registrados em Apucarana tem como vítimas pedestres. Dos 392 roubos registrados no período de janeiro a setembro, 256 tiveram como alvo pessoas transitando a pé pela cidade.
Apesar da queda no número total de assaltos registrados - no comparativo com o ano passado houve redução de 14% nos crimes do gênero - o volume de roubos ainda é alto.
O relatório divulgado pela Polícia Militar também mostra que em 80% dos roubos a pedestres, o alvo principal da ação dos bandidos é o aparelho celular. É o chamado crime de oportunidade, onde o bandido se aproveita de uma situação que se apresenta. 
O levantamento não aponta os horários e os locais mais comuns da ocorrência deste trípode crime, mas sabe-se que os assaltos tem ocorrido com frequência na área central da cidade, inclusive durante o dia.
Recentemente, a Tribuna publicou reportagem sobre a insegurança no entorno da praça Semiramis Braga, no bairro 28 de Janeiro, local onde um empresária foi derrubada ao chão por um ladrão no meio da tarde, em rua de grande movimento. Ele levou seu celular e a ação foi filmada por uma das muitas câmeras de segurança instaladas em imóveis da área. 
Nesta semana, um rapaz precisou de atendimento médico depois de ser agredido por três ladrões após um assalto na Rua Ouro Branco durante a madrugada. Os ladrões levaram uma mochila e um par de tênis da vítima.
São ações que podem não trazer grandes prejuízos econômicos para as vítimas, mas que tem grande impacto social e psicológico na vida das pessoas e de toda cidade. Sentir-se seguro ao caminhar pelo município que vivemos inclui-se no amplo espectro que se convencionou chamar de qualidade de vida. Uma cidade onde a população não tem coragem de andar a pé acaba sendo ocupada pela criminalidade. 
Reduzir este tipo de crime implica em ações de segurança com reforço no policiamento em áreas de maior risco e no combate ao tráfico de drogas. O uso de entorpecentes, como regra, está associado a uma série de delitos. É o furtar e roubar para trocar por pedras de crack.  
Neste sentido, a polícia acerta em adotar uma política de tolerância zero ao tráfico e uso de drogas. Contudo, para quebrar o ciclo, é preciso ampliar a ação. A drogadição é um problema social e de saúde que também exige atenção e programas específicos que apoiem o usuário para que ele consiga deixar o vício. Ampliar a rede de atendimento e dar maior importância a esse público é fundamental para um caminhar mais tranquilo pela cidade.