Os crimes contra o patrimônio voltaram a preocupar em Apucarana. O número de casos de furtos a residências, por exemplo, aumentou 70% nos três primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. A situação é preocupante e traz insegurança para a população. As autoridades e também os cidadãos precisam tomar providências para conter essas ocorrências.
Entre janeiro e março de 2015 foram registrados 107 casos do gênero. Em 2016, o dígito subiu para 182. Apenas no último final de semana foram 11 ocorrências na cidade. É alarmante, porque o morador fica inseguro ao deixar sua casa para ir trabalhar ou fazer outra atividade.
Além das residências, o aumento de furtos também aumentou em veículos. De 2015 para 2016, houve um acréscimo neste tipo de crime de 25%. No primeiro trimestre do ano passado foram 54 furtos. Já neste ano, 38.
É preciso unir esforços no sentido de conter essa criminalidade. A Polícia Militar (PM) argumenta que o número de prisões aumentou em 30%, mostrando que a corporação está atuando para tirar das ruas esses criminosos.
No entanto, ainda é pouco. É preciso agir de forma preventiva também, com patrulhamento nos bairros. É verdade que esse tipo de crime, o furto, é imprevisível. Muitas vezes, os bandidos agem de forma oportunista, aproveitando algum vacilo dos moradores. Por isso, é fundamental que o cidadão também faça a sua parte. Infelizmente, isso é necessário, com a instalação de cercas elétricas ou alarmes, se possível. Tudo o que puder ser feito para dificultar a ação dos bandidos, que muitas vezes agem por impulso, também deve ser feito.
No caso dos furtos, a polícia também precisa atuar nos crimes correlatos, como é o caso do tráfico de drogas. Em muitos casos, os ladrões invadem residências para conseguir equipamentos ou outros utensílios com o objetivo de trocar por drogas. Há notícias e denúncias de muitas “bocas de fumo” pela cidade que precisam ser fechadas.
Os crimes contra o patrimônio, portanto, também precisam ser prioritários nas investigações. Mesmo que não envolvam risco às pessoas, pois não há contato com os ladrões, trazem uma insegurança e uma sensação de impotência à população. O cidadão deve fazer a sua parte, sendo mais vigilante, mas também as autoridades devem buscar soluções nesse sentido.