OPINIÃO

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Bem vindo 2018

Guilherme Bomba

| Edição de 30 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Hoje é o último dia do ano, e esse ano foi bem atípico, ao menos para os meus poucos anos de vida. Nunca havia presenciado, conscientemente, tantas mudanças no campo político, econômico e social. E infelizmente, não vejo essas mudanças com bons olhos. Nos últimos dois ou três anos, temos visto uma separação entre as pessoas, cada dia mais a ideia de “nós e eles” progride. 

Imagem ilustrativa da imagem Bem vindo 2018

Mas como essa é a última coluna do ano, e penso também, a última que escrevo, pois acabei me afastadando demais da minha proposta inicial, devo escrever com foco na esperança. Sei que 2018 aponta como um ano de mudanças, e Deus queira que essas mudanças sejam positivas. Não importa a roupa que usemos, pois mais importante que pedir a paz, é tentar vivê-la. 
Que no próximo ano, possamos viver essa paz, que além do seu sentido religioso, possa ser representada pela harmonia em nosso cotidiano. Não vale a pena torcer pelo fracasso desta ou daquela política pública, apenas para afirmarmos estar certos. 
Que ao invés de aceitarmos os ataques que as universidades públicas vem recebendo, possamos entender o poder de transformação na vida de milhões de pessoas que ela pode gerar. E ao contrário do que um grande jornal da capital paranaense publicou essa semana, a universidade pública hoje diminuiu o abismo econômico que ainda existe. 
Que o ano vindouro seja melhor aos trabalhadores também, afinal, nessa luta diária, mais perdemos do que ganhamos no ano que passou. Havia quem dissesse que as reformas trariam melhorias, que os empregos aumentariam, mas na prática, o desemprego aumentou. 
Ah, e é claro, a exploração também. Eu sei que esse papo parece de comunista, e aceito a piadinha, mas a luta de classes é real. Enquanto amargamos o aumento de impostos, do gás, da gasolina e de tudo no mercado, temos que fingir que isso é culpa dos seus direitos trabalhistas, da sua aposentadoria de dois salários mínimos e pior, do Bolsa Família que ainda tem gente que acha que é mil reais.
Não meus queridos, o problema é bem maior, e vem lá de cima. De quem manda, e desmanda, ri da nossa cara, quando os chamamos de “dotôr”. Que esses mandatários, que recebem o décimo quinto salário e dizem que o seu 13º é o problema. O “bônus” de fim de ano, mal dá para pagar as contas de janeiro, e ainda usamos para quitar as dívidas do ano que passou. 
Espero que em 2018, possamos escolher novos representantes para a nossa democracia que a cada dia está mais fragilizada, e que não seja velhos “heróis” de um passado, mas novos horizontes diante dessa tempestade que tem sido a política brasileira. Que possamos estar lado a lado, contra os corruptos, sejam eles de qualquer partido, de qualquer região ou credo. 
A bandeira do Brasil ostenta o lema de Auguste Comte, pai do positivismo: “Ordem e Progresso”, e que essa ordem finalmente chegue, para que possamos desfrutar como irmãos das riquezas desse país abençoada, que há muito vem sendo mal tratado.