OPINIÃO

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Beto Richa deixa legado positivo no governo do PR

Da Redação

| Edição de 28 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O governador Beto Richa (PSDB) deixa um legado importante no governo do Paraná. O tucano, que anunciou na última segunda-feira que irá renunciar ao cargo para concorrer a uma vaga ao Senado nas eleições de outubro, implantou uma política financeira austera no Paraná, que hoje serve de modelo para todo país. 

Richa deixará o governo estadual no próximo dia 6, um dia antes do prazo final de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral. A vice-governadora Cida Borghetti (PP) assume o Poder Executivo a partir do dia 7 de abril. 
O balanço do governo Richa é positivo. Apesar da grave crise financeira nacional, o Paraná conseguiu passar ileso, com pagamento de salários do funcionalismo em dia e a manutenção dos investimentos. O Paraná ficou em situação muito diferente de outros estados, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, que até hoje sofrem com atrasos no pagamento do funcionalismo e vivem situação financeira caótica. 
Essa política de austeridade nos gastos chegou a gerar polêmica. Richa foi muito criticado por setores do funcionalismo, principalmente dos professores- com que manteve uma relação com sobressaltos -, mas sua tese acabou saindo vencedora nesse debate a partir do colapso financeiro enfrentado por outros estados. Hoje, o Paraná vive um bom momento. É claro que os desafios persistem, mas a situação financeira do Estado está equilibrada. 
Além da saúde financeira favorável do Estado, Richa também deixa como legado uma gestão municipalista. Ao longo dos últimos anos, o governador abriu as portas do governo para os prefeitos e ampliou os repasses para os municípios. As Prefeituras encontraram respaldo no Palácio Iguaçu para projetos nas mais diversas áreas. Era algo que não acontecia há bastante tempo no Paraná. 
A saída de Richa do governo praticamente dá largada à campanha eleitoral no Estado. No entanto, segue o mistério em relação ao apoio do governador para a disputa à sucessão, se vai aderir à campanha da vice Cida Borghetti ou do deputado estadual e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior. Os dois disputam o apoio de Richa, o que respalda ainda mais trajetória do tucano ao longo dos últimos anos à frente do Palácio Iguaçu