A Escola da Gestante de Apucarana está divulgando a oferta de um novo serviço: a inserção do DIU - sigla para Dispositivo Intrauterino - de cobre para mulheres atendidas pela unidade no pós-parto. Com uma eficácia de 99,3% e durabilidade de até dez anos, o dispositivo é utilizado, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) por 170 milhões de mulheres no planeta, o que o coloca como o contraceptivo mais usado no mundo.
Com uma ampla indicação em termos de política de saúde pública - uma vez que tem alta durabilidade e, ao contrário da pílula e dos preservativos masculinos e femininos, não há risco de esquecimento ou uso incorreto por parte do paciente - o DIU é considerado o método contraceptivo reversível mais seguro do mercado. Entretanto, ele é pouco usado no Brasil. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, somente 1,9% das mulheres brasileiras em idade fértil usam o DIU de cobre.
A implantação do DIU em maternidades faz parte de um novo protocolo adotado no final do ano passado pelo Ministério da Saúde na tentativa de ampliar o acesso do contraceptivo no SUS. A meta seria elevar o percentual para 10%. A disponibilização passou a ser uma das opções para “anticoncepção pós-parto ou pós-abortamento imediatas” com oferta em hospitais, maternidades e órgãos de atendimento à gestante integrados à rede pública de saúde. Até então, os dispositivos estavam restritos às Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Para especialistas, a baixa adesão das mulheres ao método está relacionada à falta de informação e deficiências da rede pública de saúde, que prioriza, há décadas, a distribuição de pílulas e preservativos masculinos.
Em tese, o SUS oferece oito tipos de contraceptivos, entre os quais os já citados bem como a camisinha feminina, o diafragma e o anticoncepcional injetável. No entanto, além de pouco divulgados, esses contraceptivos não são encontrados com facilidade nos postos de saúde.
Outro ponto é que a população simplesmente desconhece os demais métodos, muitos deles envolvidos em mitos e preconceitos e resistência inclusive dos profissionais de saúde. Como se vê, há um longo caminho a ser percorrido em termos de educação sexual e planejamento familiar no Brasil.
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