Utopia, este é o nome do famoso livro do escritor Thomas Morus, publicado pela primeira vez no ano de 1516. Utopia é o relato imaginário de Rafael de Hitlodeu, um marinheiro que encontrara no meio do Atlântico uma ilha povoada por uma sociedade perfeita. A palavra Utopia deriva de duas palavras gregas: u (que significa não) e topos (que significa lugar), ou seja, utopia significa lugar nenhum.
O que a maioria das pessoas não se deram conta é que essa ilha existe. Mas está longe de ser habitada por uma sociedade perfeita, aliás, longe disto. Ela está mais pra uma Utopia Selvagem! Uma utopia aos avessos, resultado direto da insolação dos trópicos. Ela existe sim e está lá blindada de todo tipo de brisa de lucidez, encapsulada pela redoma da impunidade, protegida pelo vil metal da espada da injustiça, da negligência, intocada pela realidade que a cerca.
Como a Ilha do Nunca de Peter Pan, onde os seus habitantes se sentem no direito de não crescerem, não evoluírem, de não quererem enxergar a verdade e as mudanças trazidas pelo tempo. É uma ilha cercada por um oceano de aspones bajuladores, burocratas, baba-ovos, puxa-sacos e afins. E é lá nessa ilhazinha que vivem isolados do resto do mundo uma raça de entidades míticas e poderosas, habitada por seres encantados que usam suas cuecas para carregar dinheiro e que usam suas artimanhas em benefício próprio, entidades divinas e intocáveis, semideuses e bestas que se julgam acima da lei. É a famosa ilha da fantasia, ou melhor, a famosa Brasília da Fantasia! O refúgio perfeito para esses seres que decidem o destino do povo.
Pois é de lá de longe, dessa Atlântida do serrado que esses serezinhos superpoderosos invariavelmente legislam em causa própria, onde esses seres semidivinos se divertem e enriquecem à custa do povo. Brasília da Fantasia: um local perfeito para seus moradores medíocres, sem caráter, dissimulados e sem noção se esconderem. Ilha utópica do trópico, blindada de qualquer ataque de inconformismo popular, protegida de qualquer tsunami de critica construtiva, escondida e abrigada de qualquer tipo de tempestade de apelo popular... Brasília da Fantasia: eis o local do apoteótico final da operação lava-jato! Pois é onde todo o trabalho realizado pelo juiz Sergio Moro e sua equipe será jogado no lixo em pouco tempo. Só o tempo de chegar ao STF. Mas qual é mesmo o significado da sigla STF? Senhores das Togas Fraudulentas? Sócios dos Tiranos Falsários? Súcia das Tertúlias Flácidas? Sacerdotes do Templo da Falcatrua? Soberanos da Tramoia Forense?
Brasília da Fantasia: o Olimpo do sertão! A Acrópole inatingível aos meros mortais, o Oráculo da discrepância social, A Meca da corrupção, o Everest dos alpinistas politicalhordas! Um lugar onde só existe uma lei: a lei da vantagem, também conhecida como Lei de Gerson.
Brasília da Fantasia: A Roma da maracutaia, a ilha paradisíaca da impunidade e pelo que pudemos notar mais uma vez esta semana, a maior fabrica de pizzas do mundo! Com toda certeza não foi este o local que inspirou Morus, mas que inspirou o escritor Luiz Fernando Veríssimo a escrever: “o Brasil é governado por uma minoria esmagadora”.
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