OPINIÃO

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Caminhoneiros precisam liberar as rodovias

Da Redação

| Edição de 30 de maio de 2018 | Atualizado em 29 de maio de 2018

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A greve dos caminhoneiros precisa chegar ao fim. Os transtornos para a população são imensos, sem contar os prejuízos para a indústria e também para o agronegócio. Algumas fábricas estão dispensando funcionários por conta da falta de matéria-prima para a produção e também com a falta de transporte para escoar seus produtos. 
Na agricultura, os prejuízos são incalculáveis. A avicultura e a suinocultura são as atividades mais atingidas pela paralisação. De acordo com o levantamento da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), 245 mil suínos deixaram de ser abatidos no Estado, impedindo com que R$ 107 milhões circulassem na economia paranaense. Ainda, a Faep aponta que 59 milhões de frangos não foram abatidos, enquanto quase 70 milhões acabaram morrendo no Brasil, entre frangos e pintainhos. São R$ 200 milhões de prejuízos por dia no Paraná, segundo a Ocepar, entidade que reúne as cooperativas do Estado. 
A questão dos combustíveis também é preocupante. Os postos de Apucarana e Arapongas não tem gasolina e etanol há uma semana. Muitas pessoas não conseguem mais chegar aos seus locais de trabalho. Os supermercados estão com produtos em falta. As universidades suspenderam as aulas. O Hospital da Providência também cancelou cirurgias. Enfim, a situação é dramática. 
Mesmo diante desse quadro, a mobilização entra hoje no décimo dia sem previsão de desfecho, ao menos na região de Apucarana e Arapongas. A população apoia a mobilização, até porque todo cidadão também sente no bolso o alto custo dos combustíveis. No entanto, o movimento grevista está fora de controle. 
As lideranças dos caminhoneiros aprovaram a proposta do governo federal, que prevê a redução de R$ 0,46 por litro de diesel nas bombas e também desconto no pedágio para caminhões vazios. Até mesmo o governo estadual divulgou que acertou a liberação do trânsito de combustíveis pelas rodovias do Paraná. No entanto, as rodovias continuam bloqueadas. 
Gera preocupação a radicalização de alguns caminhoneiros. Na BR-369, no Distrito de Aricanduva, em Arapongas, os manifestantes estão revistando até carros de passeio, como se fosse policiais. Em Califórnia, a mobilização também não dá sinais de que será interrompida. 
É preciso bom senso. A maioria das reivindicações da categoria foi atendida. Os objetivos da manifestação foram alcançados. É preciso desbloquear as rodovias e garantir a retomada da normalidade em todo país. É uma questão urgente.