OPINIÃO

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Cocap precisa funcionar de forma efetiva em Apucarana

Da Redação

| Edição de 20 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Cooperativa dos Catadores de Apucarana (Cocap) precisa voltar a funcionar de forma efetiva, garantindo sua função social – ao proporcionar renda para os seus associados – e também ambiental – com o recolhimento e destinação correta do material reciclável.

Ao longo dos anos, a Cocap enfrentou altos e baixos. A coleta seletiva, hoje, não abrange toda a cidade como anteriormente. É reflexo, evidentemente, da má gestão da cooperativa, o que acabou redundando numa intervenção judicial. A medida foi a alternativa encontrada pelo Ministério Público (MP) e acatada pela Justiça para tentar recolocar a Cocap nos eixos.

Um mês após a decretação da intervenção judicial, no entanto, a situação continua complicada. Buscar o equilibro financeiro é, segundo o interventor nomeado pelo município, o principal desafio da cooperativa. A Cocap fez o repasse de R$ 60 mil aos catadores recentemente. Esses valores se referem aos vencimentos de março e abril que estavam atrasados. Falta ainda pagar maio aos catadores.

Manter os repasses aos integrantes da cooperativa é o mínimo esperado para manter em funcionamento a Cocap, que presta um serviço fundamental no recolhimento do material reciclável na cidade. Caso contrário, não haverá motivação dos catadores para executar o trabalho e a tendência será de debandada na entidade.

É inegável o trabalho desenvolvimento pela Cocap ao longo dos anos, mas também é indiscutível as falhas no serviço. É preciso ampliar a coleta seletiva em Apucarana, que deixou de atender muitos bairros ao longo dos anos.

A separação do lixo exige conscientização. É um hábito que deve ser adotado pela população, mas os municípios precisam fazer a sua parte. É inaceitável que os caminhões passem para recolher o material reciclável um mês sim, um mês não. Dessa forma, os moradores deixam de fazer a separação do lixo porque o sistema de coleta não funciona como deveria. Isso ocorre em Apucarana. A Cocap deixou de atuar justamente por conta dessa desorganização e das dificuldades de gestão.

Com essa intervenção, Apucarana tem agora a chance de reorganizar o serviço na cidade. É uma oportunidade que não pode, de forma alguma, ser desperdiçada.

O primeiro passo é equilibrar financeiramente a cooperativa e, na sequência, retomar o trabalho de conscientização nos bairros onde o trabalho funciona. Depois, com a estrutura em ordem, é fundamental ampliar o raio de atuação, sem idas e vindas no serviço. Uma cidade do porte de Apucarana precisa de uma coleta seletiva efetiva. A Cocap não pode ser abandonada e precisa de todo auxílio possível para que funcione. Isso trará benefícios sociais imediatos e um impacto ambiental importante a médio e longo prazos.