A BR-376 (Rodovia do Café), trecho entre Marilândia do Sul e Ortigueira, virou rota de roubo de cargas na região. Na segunda-feira, a Polícia Militar (PM) recuperou produtos de crimes recentes na rodovia. No entanto, é preciso definir uma estratégia para acabar com esses assaltos, que estão trazendo prejuízos às transportadoras de cargas e às empresas donas das mercadorias, gerando insegurança de modo geral na região.
Os ladrões atacam todo tipo de carga, de frango congelado, móveis até combustível. A região é, inclusive, classificada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) como de alto risco de assalto.
Chama atenção também o alto registro de saques. Muitos caminhões tombados são saqueados por moradores da região. Há a suspeita de que muitos acidentes são provocados com esse objetivo, o que aumenta a preocupação, por conta dos perigos para o trânsito com o envolvimento de outros veículos e o risco inerente aos motoristas. Isso fica suspeito, principalmente, por conta dos inúmeros casos de saques a cargas de frango congelado. É importante analisar essa possibilidade.
No caso dos combustíveis, há uma quadrilha especializada. Nos últimos meses, foram pelo menos cinco roubos entre Marilândia do Sul e Ortigueira. Os bandidos têm uma estrutura para transferir essa carga para outros veículos e usam o mesmo modo operandi. São, em média, 45 mil litros de gasolina ou diesel roubados em cada um desses crimes. É impressionante essa logística criada pelas quadrilhas para praticar esse crime.
A PM anunciou que está realizando um trabalho para conter esse tipo de crime. No entanto, é preciso ir além, organizando uma força-tarefa para combater os roubos de cargas. A insegurança é imensa nesse trecho da BR-376, utilizando diariamente por muitos motoristas.
É provável que uma ou mais quadrilhas estejam atuando na região. Segundo a Polícia Civil, há investigações em andamento em Marilândia, Ortigueira e outros municípios da região. A Polícia Civil não tem um levantamento preciso de quantos inquéritos estão em andamento pelos crimes, mas aponta que a média de registros de ocorrências - incluindo saques - é semanal. É um assunto, portanto, que exige maior atenção das autoridades. A receptação das mercadorias roubadas é outro ponto que precisa ser atacado.