O último levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que a maior causa para a apreensão de adolescentes é o tráfico de drogas, que em 2016 ultrapassou o crime de furto entre os menores de 18 anos. Por isso, é preocupante o dado trazido neste último domingo (26) pela Tribuna, apontando que um a cada quatro pessoas detidas por tráfico é menor de idade. A ausência de políticas públicas para a inclusão destes jovens e as desestruturações familiar e educacional são as principais causas, apontadas por especialistas, para este cenário. Por isso, medidas conjuntas são necessárias.
O levantamento realizado pela Polícia Militar (PM) de Apucarana aponta que, dos 147 detidos por tráfico de drogas em 2019 na cidade, 35 eram menores de idade, o que equivale a aproximadamente 24%. Apesar do índice ter reduzido em relação ao ano passado, ele continua alto, o que gera preocupação das autoridades, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
O alto número de jovens envolvidos na comercialização de drogas mostra como ainda carecemos de políticas de inclusão social. Bons exemplos existem, como os projetos desenvolvidos na Praça CEU, na região norte da cidade que, por muito tempo, foi uma das áreas mais vulneráveis de Apucarana. Hoje, a região cresce economicamente, com um comércio local forte e uma comunidade em franco desenvolvimento. No entanto, outras regiões da cidade passaram a ocupar este posto e também demandam de estruturas semelhantes.
A rede escolar também precisa se movimentar. Projetos para tornar as aulas mais atrativas são essenciais para manter os jovens nos bancos escolares. Dar uma perspectiva maior para que estes adolescentes possam vislumbrar um futuro melhor, com oportunidades de trabalho honestas e com boa rentabilidade, é a melhor propaganda contra as drogas que pode ser feita. Neste sentido, o lançamento do projeto Presente na Escola, do Governo Estadual, realizado ontem, é uma iniciativa bem-vinda para a redução da evasão e do abandono escolar.
Mas não adianta nada o poder público criar projetos e iniciativas se não houver suporte familiar. Neste sentido, dar meios e condições para que as famílias se mantenham com dignidade é fundamental. É comprovado que famílias estruturadas têm menos chances de que um de seus membros se envolva em ambientes de violência. Por isso, fortalecer a economia, indiretamente, também é política de Saúde e de Segurança Pública.
OPINIÃO
MAIS LIDAS
-
Cidades
03/08Empresário de Rolândia (PR) é primeiro ganhador do prêmio de R$ 1 milhão da Poupança Premiada Sicredi
-
Geral
31/10Pesquisa sugere criação de presídio para idosos no Rio
-
Economia
10/03Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia
-
Esporte
02/02Willian Kibor e Núbia de Oliveira vencem a Prova 28 de Janeiro
-
Esportes
17/06Caravana roda o país com ex-atletas do futebol feminino