OPINIÃO

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Combate permanente às quadrilhas no Paraná

Da Redação

| Edição de 08 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O número de casos de roubos a bancos e explosões de caixas eletrônicos reduziu consideravelmente nos últimos meses na região. Isso foi conseguido graças à união da comunidade e também ao trabalho de inteligência das polícias Civil e Militar. No entanto, é cedo para comemorar. Esta não é uma "guerra" vencida, pois o poder de articulação desses bandos criminosos é imenso.

Na última quinta-feira, a PM desmontou uma quadrilha especializada nesses tipos de crime, sediada em Apucarana. Quatro pessoas foram presas na Operação Terrore. Somadas com ações anteriores, sete pessoas do mesmo bando foram presas.

De acordo com a Polícia Militar, essa quadrilha agiu pelo menos 11 vezes nos municípios de Jaguapitã, Rio Branco do Ivaí, Centenário do Sul, Marialva, Atalaia, Porecatu e Querência do Norte. As ações eram baseadas em táticas de cangaço e com o uso de explosivos para roubar valores dos caixas eletrônicos. Os bandidos utilizavam de muita truculência em seus ataques, fazendo reféns e intimidando moradores.

Esta não foi a primeira operação do tipo da polícia. Outras quadrilhas já foram desarticuladas no Paraná, colaborando para reduzir esse tipo de ocorrência.

Coincidência ou não, o número de assaltos e explosões a caixas eletrônicos reduziu no Vale do Ivaí desde a compra de fuzis para as polícias. Os armamentos foram repassados após “vaquinha” feita por conselhos comunitários de segurança. Sem dúvida, a confiança dos criminosos em agir nessas cidades reduziu. Afinal, agora, eles sabem que podem encontrar um poder de fogo maior. Antes, os bandidos não enfrentavam qualquer tipo de resistência, com poucos policiais de plantão e ainda sem armamentos adequados para enfrentar essas quadrilhas.

Essa união entre comunidade e forças de segurança é fundamental. É claro que o Estado tem a obrigação de proteger a população. É do governo que devem vir os recursos para melhorar a estrutura das corporações. No entanto, a sociedade precisa também colaborar. É assim que vamos conseguir aumentar a segurança de nossos municípios.

Como foi dito acima, esta “guerra” está longe de ser vencida. A polícia precisa manter as investigações para prender os integrantes ou colaboradores dessas quadrilhas que ainda estão soltos. Qualquer deslize pode representar a volta desses ataques sistemáticos, inaceitáveis no Paraná e na nossa região. O Vale do Ivaí, antes tão pacato, passou a conviver com o medo após os sucessivos assaltos com reféns a bancos. A resposta das autoridades foi dada, é verdade, mas a mobilização precisa ser permanente para que esses episódios de violência não se repitam como antes.