OPINIÃO

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Conscientização no Dia Internacional da Mulher

Da Redação

| Edição de 09 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Comemorado ontem, o Dia Internacional da Mulher também serviu de reflexão para os problemas enfrentados por elas na sociedade, especialmente as violências física, psicológica e sexual. É importante destacar as conquistas, sim, mas não podemos esquecer das dificuldades existentes, que revelam ainda uma sociedade calcada no machismo e na discriminação de gênero.

A violência contra a mulher é um problema mundial. Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos, que ouviu quase 20 mil pessoas em 27 países, incluindo o Brasil, confirma o temor vivido diariamente por elas. O assédio sexual aparece em primeiro lugar (32%) entres as preocupações do público feminino, seguido da violência sexual (28%) e da violência física (21%).
Em Apucarana, o problema também é sério. A Polícia Militar (PM) atende uma média de 10 mulheres vítimas de violência doméstica por semana. Ao longo de 2017, foram registradas 495 ocorrências desta natureza, um número 7,4% maior do que no ano anterior. Em 2016, foram 461 casos registrados. De acordo com a PM de Apucarana, a violência contra a mulher está entre os três crimes mais cometidos na cidade.
Por isso, o Mês da Mulher precisa ser de reflexão de toda a sociedade para esse problema. A violência doméstica tem como origem o machismo, que, infelizmente, está presente na maioria das relações pessoais e profissionais. No mercado de trabalho, por exemplo, as mulheres ainda recebem menos que os homens, mesmo ocupando cargos semelhantes e tendo a mesma formação profissional. Além disso, têm mais dificuldades de alcançar postos de chefia.
As flores entregues no Dia Internacional da Mulher representam, sim, um gesto bonito. No entanto, essa atitude precisa ser replicada no dia a dia, na relação com as mulheres. É preciso respeitá-las em suas profissões e nos aspectos pessoais de individualidade e sexualidade. É indiscutível que houve um avanço grande, principalmente no debate. O tema do machismo nunca foi tão discutido como hoje. Muitos homens, inclusive, sentem-se desconfortáveis. E esse constrangimento é, sim, necessário após tantos anos de direitos suprimidos. Enquanto as mulheres estiverem sendo discriminadas, violentadas e agredidas, o combate ao machismo não pode sair da pauta. Os homens precisam mudar, amadurecer, evoluir e compreender de uma vez por todas que estão errados. Esse é o sonho de todas as mulheres, não apenas no 8 de março de cada ano, mas em todos os dias de suas vidas