OPINIÃO

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Corrupção faz aniversário na América

Por Ernesto Siqueira, de Rosário do Ivaí

| Edição de 08 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em seu livro “La Constitucion de Anglaterre”, datado de 1771, o escritor genebrino Jean-Batiste Delolme, ressalta que o sistema inglês garante os cidadãos contra todos os excessos do poder, já que o eleitor deposita sua confiança, não às pessoas que os governam, mas às que fiscalizam os governantes.

E, assim começa nossa história real, com Colombo zarpando do Porto de Palos-, região de Andaluzia Espanha, no dia 03 de agosto de 1492 e, após 69 dias singrando os mares bravios, no dia 12 de outubro do mesmo ano chegou a América.

A cultura e a tradição contida na maioria dos livros didáticos, desde o século XV, consta a palavra descobrimento do Continente Americano. Porém antropólogos, geneticistas populacionais e alguns historiadores, relatam que a população indígena encontrada, à época, era mais de oito milhões, logo, sem muito esforço, constata-se que já haviam habitantes, com uma cultura, usos e costumes.

Destarte, é pacífico dizer que quando foi afirmado tratar-se de descobrimento, foi uma usurpação. Mas não é só isso, considerando que nessa esteira surgiu a “corrupção”, perpetuada na narrativa de Gianni Granzotto, em seu livro: “Cristovão Colombo e o descobrimento da América”. Contemporalizada no ano de 1492, que diz: (...) As duas horas depois da meia noite, sexta feira, 12 de outubro, um marinheiro da Nau Pinta, gritou a palavra tão esperada. Terra. Terra! Todos os tripulantes se regozijaram, cantaram e até choraram de alegria. O soldado Rodrigo de Triana, foi abraçado e até invejado pela pensão de dez mil Maravidis que acabara de ganhar. Mas Rodrigo de Triana não teve proveito da descoberta. Colombo contestou seu primado no diário de bordo, onde diz ter sido ele o descobridor dos primeiros indícios de terra. Foi uma usurpação cruel. Pois os soberanos espanhóis deram crédito a versão de Colombo e a Pensão foi para ele. O que equivale dizer que, mesmo antes de pisar em solo firme, começara a prática de corrupção no Continente.

Estamos na América, mas precisamos mexer no relógio do tempo e ajustá-lo ao ano de 2016 da era cristã, a fim de chegar ao Brasil a tempo de assistir diariamente uma novela transmitida em todos os veículos de comunicação, dada a grande audiência, onde os personagens aumentam a cada capítulo, ao contrário de outros programas em que os artistas gostariam de permanecer em cena por mais tempo, até porque está dando Ibope. Sim, Ibope. E, esse seriado está longe de acabar, considerando que está apenas no trigésimo sexto capítulo, cujo tema é sujeira, e é tanta que precisou contratar um Lava Jato.