OPINIÃO

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Corte de verbas afetam obras importantes

Tribuna do Norte

| Edição de 01 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma obra muito aguardada em Apucarana não tem mais prazo para sair do papel por causa de cortes orçamentários do governo federal. A Justiça do Trabalho suspendeu por prazo inderminado a construção de um novo Fórum em Apucarana. O órgão atende mais dez municípios da região.

É uma notícia lamentável, porque o Fórum Trabalhista de Apucarana funciona hoje em duas sedes e a obra traria inúmeros benefícios para os profissionais envolvidos e também para toda a população.

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) informou que a execução da obra está oficialmente suspensa porque o governo cortou 90% dos recursos previstos para ampliações e novas construções em 2016. De acordo com nota oficial do órgão, o valor inicialmente previsto era de pouco mais de R$ 10,1 milhões e foi reduzido para R$ 985 mil.

Apucarana e região precisam de um novo Fórum Trabalhistas. Esse atraso preocupa, porque agora não há mais prazo para o início da construção, ainda mais com a crise econômica que parece não ter fim no País.

Os projetos estrutural, hidrossanitário, de prevenção e combate a incêndios foram finalizados, bem como o projeto arquitetônico, que está em fase de aprovação junto à Prefeitura. Ou seja, a obra estava muito bem encaminhada, inclusive com os recursos necessários, mas agora será necessária uma nova mobilização para torná-la realidade.

Esses cortes de verbas do governo federal vem se repetindo em muitos setores. Na semana passada, a Tribuna trouxe reportagem mostrando que faltam vacinas e alguns medicamentos na rede pública, porque a União não está fazendo o repasse solicitado e necessário para a tender a demanda da população paranaense e de outros estados.

Isso é reflexo das dificuldades de gestão do governo federal, da petista Dilma Rousseff. A maior prejudicada é a população, que sofre os prejuízos com o caos administrativo instalado nos últimos no País. O problema é de falta de competência em gerir e planejar investimentos. Gastando onde não é prioritário - sem contar o prejuízo deixado pela corrupção- áreas prioritários e investimentos essenciais são deixados de lado, infelizmente.