OPINIÃO

min de leitura - #

Desafio da pacificação será imenso para Michel Temer

Tribuna do Norte

| Edição de 19 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A pacificação prometida pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) não será, definitivamente, uma tarefa fácil. Poucos dias após assinar o termo de posse e indicar seu ministério, o novo governo já vem sendo bombardeado por uma onda de boatos e maledicências, cujo único objetivo é tumultuar a já complicada situação do país.

Não é muito difícil descobrir de onde vem essa disseminação de informações equivocadas e também essas interpretações maliciosas das propostas que estão sendo apresentadas ao Brasil. Ex-integrantes do governo do PT e seguidores procuram de todas as formas descontextualizar declarações, principalmente dos novos ministros, para levantar suspeitas e denunciar supostos prejuízos aos direitos adquiridos do cidadão.

O paranaense Ricardo Barros, ministro da Saúde, foi uma das vítimas. Ao afirmar que o governo precisará repactuar benefícios públicos, logo disseminou-se o boato de que o governo Temer reduziria o tamanho do Sistema Único da Saúde (SUS). Ricardo Barros negou veementemente qualquer mudança no atendimento e abrangência do SUS.

O mesmo ocorreu com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre eventuais mudanças no critério de escolha do procurador-geral da República, o que gerou forte repercussão. A reforma da Previdência, defendida pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda), também vem sendo alvo de especulações e maledicências diárias, com insinuações permanentes de retirada de direitos trabalhistas.

É preciso reconhecer que o governo Temer está tendo algumas dificuldades de comunicação. Em tempos políticos belicosos, qualquer declaração precisa ser medida e pesada. Afinal, não faltam detratores para corromper o que foi dito e incendiar as redes sociais, sem contar o “fogo amigo” que também está sempre presente nos bastidores

Os ex-integrantes do governo de Dilma Rousseff não vão “largar o osso” tão facilmente, como se diz no jargão popular. Acostumados às benesses do poder, esses correligionários da presidente afastada são especialistas em tumultuar e espalhar boatos.

Michel Temer está atacando rapidamente alguns problemas, o que é importante. No entanto, os integrantes do governo precisam avaliar melhor os impactos de algumas declarações e dos projetos, apesar da importância dessas reformas em debate. Até o julgamento final do impeachment, os militantes, principalmente do PT, estão a postos para atrapalhar qualquer retomada do país. O que está em jogo, para eles, é a disputa de poder e não os rumos do país.