OPINIÃO

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Desigualdade social e racismo estrutural

Por João Calegari, professor de Filosofia do Colégio Estadual Nilo Cairo de Apucarana

| Edição de 18 de junho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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As condições históricas nunca demonstraram uma sociedade igualitária. Mas sim, um contexto de exploração de todas as classes trabalhadoras e com exclusões de negros, índios, idosos, mulheres, jovens e crianças abandonadas. 
Devido à falta de políticas públicas e daquelas direcionadas em favelas onde a zona nebulosa de traficantes de drogas em que a pessoa está desarmada ou não participa de organização criminosa, temos aqui um problema dos verdadeiros autores dos crimes que ficam impunes. Na verdade a taxa de resolução dos crimes e homicídios são inferiores a 10%. 
A Polícia militar é hierárquica e sem poderes investigativos, é o policial de ponta que realiza as prisões em flagrante, e nesse bojo estão as prisões de jovens vulneráveis que portam drogas como mais comum. A violência está diretamente ligada a desigualdade social e ao preconceito e ao racismo. 
A problemática da violência letal, que inclusive é praticada pelo Estado, seria decisiva para reconstruir a democracia e o combate ao racismo, aos preconceitos e as desigualdades. A desmilitarização tem como seu maior objetivo, levar mudanças em como vemos a segurança pública aqui em nosso país. 
Nas Américas, lutam por melhores condições de justiças para o fim do fascismo. Menos no Brasil. Aqui o povo se divide entre os milhares que morrem de covid-19, os que assistem, os que calam-se e os que apoiam! 
O brasileiro está sufocado pelo que vê: pretos que são mortos pela polícia; mulheres violentadas, oprimidas e mortas pelo machismo e por ser mulher; pessoas LGBTQI+ são julgadas, espancadas e mortas por tentarem exercer seus direitos de serem quem são, sem ferir os seus valores pessoais; as crianças que são maltratadas, abandonadas e mortas; os índios, os verdadeiros povos originários dessas terras que estavam antes do massacre dos invasores e que agora a seus olhos veem “passar a boiada”, para mudar as regras de proteção da Amazônia; os trabalhadores e trabalhadoras perdem seus direitos às custas das minorias abastadas que se enriquecem e uns que exploram e querem ser exploradores também. 
Banqueiros e corporações dominam a economia do mundo e no Brasil não é diferente. Prejuízo ao nosso povo, que no momento, volta a miséria que quase não se lembrava, ao mesmo tempo, abatido por uma pandemia, que o governante insiste em não combater. 
Almejamos uma sociedade que não condena nossos filhos e filhas a um futuro de incertezas, por uma estupidez de não saber votar e pela irresponsabilidade em ter colaborado com o atual cenário político que nos encontramos. Não, não é verdade que o sofrimento humano torna melhores as pessoas... a única força capaz de fazer as pessoas ficarem melhores é o amor.