Oito de março é consagrado o “Dia Internacional da mulher”, que originou-se de uma luta ordeira, porém um fato lamentável, ocorrido em Nova Yorque em 1857, onde mais de 130 mulheres foram queimadas dentro da fábrica em que trabalhavam por reivindicarem redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas diárias. Essas heroínas anônimas deram a própria vida em prol dos direitos das mulheres, para que na travessia das eras outras seguidoras numa trajetória ascendente conquistassem a verdadeira emancipação.
Respeitosamente, in memoriam, palavra de origem latina que quer dizer: Lembrança. Lembrança que somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, sendo ratificado pela ONU, em 1975, através de decreto. Assim o dia ficou perpetuado e a honraria às mulheres é reconhecida em todo o Globo Terrestre.
No Brasil, que todo dia é o dia da mulher, é oportuno lembrar que muitas mulheres ajudaram e ainda ajudam escrever nossa história desde 22 de abril de 1500. Foi assim que estudando os feitos históricos de algumas das mulheres deste Brasil Continente, que encontrei o nome e o ato de uma heroína aborígine com o nome de Clara Camarões, cuja bravura, destemor e determinação, foi fundamental na expulsão dos holandeses de Pernambuco. Na segunda Batalha dos Guararapes, pois às forças luso brasileiras estavam em desvantagem, porém nesse momento a índia Clara Camarões, mulher de Felipe Camarão, emergiu das selvas comandando um Batalhão de intrépidas índias guerreiras, decidindo a batalha. Por esse feito foi agraciada pelo Imperador D. Pedro II, recebendo o título de ”Senhora”.
Após esses 516 anos, hoje, mesmo sem o condão de uma bola de cristal, vislumbra-se que as mulheres evoluíram bravamente em todos os setores de atividade humana, desde empresas públicas e privadas, acumulando vitórias, palavra que deve ser cultuada com admiração e respeito.
Mary Del Priore, em seu livro, “A mulher na história do Brasil”, conta a trajetória das mulheres desde o Brasil Colônia. A reflexão que resta é remeter à Sociologia que foi criada por Augusto Comte, desenvolvida por Émile Durkhein, absorvida, aplicada e praticada pelas mulheres brasileiras -, na família, na comunidade, na economia, na sociedade e na política. Na política. foi estudado o passado, presente e um ensaio para prever o futuro que segundo IBGE, a caminhada rumo a sucessivas vitórias é promissora. Haja vista o desempenho de 2012, quando mais de 13% das Prefeituras foram ocupadas por mulheres; mais de 7.000 mulheres estão ajudando a fazer as leis nas Câmaras Municipais e 05 mulheres ocupam cadeiras como deputadas distritais na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Peço escusas pelo anacronismo, pois a espontaneidade e rapidez com que brotam as ideias não resta tempo para ficar atrelado as regras da historiografia. Nesse passo, às vezes o autor se apaixona pelo tema relacionado ao seu artigo e desperta o interesse de perseguir documentos com os mais variados assuntos, inclusive alguns que estão guardados nas prateleiras empoeiradas de sua memória. E foi assim que paginado a Bíblia Sagrada encontrei em gênesis, 2:22 que Eva foi criada com a mesma altura e nível de sabedoria de Adão.
Deste ponto, sem muito esforço, vê-se que foi puxado só um pouquinho a brasa para as brasileiras, cuja inspiração veio do livro “Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens”, da potiguar Dionísia Floresta Brasileira Augusta ou Nísia Floresta, que com determinação, garra e ufanismo publicou essa obra prima em 1832, sendo considerada a primeira feminista brasileira.
Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia