OPINIÃO

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Doar órgãos é um gesto que ajuda a salvar vidas

Da Redação

| Edição de 19 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Paraná vem se destacando na captação de órgãos, o que revela uma maior conscientização da população em relação ao assunto. De janeiro a junho, o Estado realizou 127 captações, um número recorde se comparado ao mesmo período do ano passado.

Entre quarta e quinta-feira da semana passada, um número histórico foi alcançado, com oito captações em apenas 24 horas. No total, foram captados 16 rins, seis fígados e dois pâncreas. É a primeira vez na história da Central Estadual de Transplantes (CET) em que aconteceram tantas captações em tão pouco espaço de tempo.

Qualquer pessoa pode ser um potencial doador. Rins, parte do fígado e da medula óssea podem ser doados em vida. Mas, em geral, a doação ocorre após a morte com a autorização familiar. Por isso, a importância do esclarecimento em relação ao assunto. Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à família esse desejo. Assim, é importante que as pessoas manifestem aos parentes mais próximos que gostariam de doar órgãos. Discutir esse tema em casa, sem nenhum preconceito ou temor, é essencial.

Doar órgãos representa um gesto de solidariedade e também de valorização da vida. Muitas pessoas estão na fila de espera por transplantes e uma grande parte desses pacientes, infelizmente, não é atendida. Essa fila representa uma grande angústia, que só chega ao fim com a notícia da disponibilização de um órgão.

No entanto, há ainda muita desinformação. O doador falecido é um paciente com morte encefálica, com a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Geralmente, são vítimas de dano cerebral irrecuperável, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). A morte encefálica, segundo o Ministério da Saúde, é “atestada por médicos, apoiados por exames baseados em sólidas e reconhecidas normas médicas e por testes, feitos para confirmar a ausência do fluxo sanguíneo ou da atividade cerebral”.

Apesar do preconceito ainda reinante e da falta de informação, o País vem melhorando na questão de conscientização. O Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar, ficando acima da Argentina (52,8%), Uruguai (52,6%) e Chile (51,1%).

Por outro lado, ainda é possível melhorar esses indicadores. Cabe ao poder público informar a população nesse sentido. As campanhas de orientação e incentivo às doações de órgãos precisam ser permanentes no país. Somente assim será possível retirar dessa fila de espera angustiante mais pessoas. Portanto, quem deseja ser um doador, avise a família e ajude a salvar vidas.