A duplicação da BR-376 entre Apucarana e Ponta Grossa é, sem dúvida, a obra mais esperada do Paraná nos últimos anos. O investimento supera a casa de R$ 1 bilhão e vai mudar a realidade do interior do Estado, especialmente da região Norte. Além de dar mais segurança aos motoristas que trafegam em direção a Curitiba, a duplicação também vai fazer a diferença na industrialização dos municípios cortados pela Rodovia do Café, na medida em que irá melhorar as condições de transporte da produção.
Nesta semana, os moradores de Apucarana e região experimentaram o “gosto” da duplicação pela primeira vez. A Rodonorte, concessionária responsável pelas obras, liberou um pequeno trecho da obra. Foram concluídos quatro dos onze quilômetros de duplicação previstos entre Apucarana e Califórnia. É claro que se trata apenas de um percentual ínfimo do projeto, mas traz aquela sensação de que, enfim, essa tão esperada obra começa a sair do papel. Afinal, a duplicação da BR-376 é a principal obra rodoviária do Paraná e uma das maiores do país.
Além da duplicação até Califórnia, a chamada frente norte de obras prevê ainda outras intervenções importantes, como a construção de um viaduto no Contorno Sul, que está em fase bastante avançada, e também uma trincheira em frente ao 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec).
A Rodonorte mantém atualmente cinco frentes de obras na BR-376, que prevê a duplicação de 231 quilômetros da rodovia. São duas em Apucarana – no viaduto do Contorno Sul e na duplicação até Califórnia propriamente dita – e outras três em Ortigueira, Tibagi e Imbaú. A propósito, entre Tibagi e Ponta Grossa, um trecho da obra também já foi liberado para os motoristas.
Após tantos anos de espera, é claro que a população do Norte do Paraná tem pressa em ver essa obra concluída. No entanto, isso ainda vai demorar muito tempo. A obra tem uma grande dimensão e relativas dificuldades operacionais. No entanto, é importante perceber que os trabalhos estão avançando, mesmo que lentamente.
A duplicação da BR-376 entre Apucarana e Ponta Grossa, certamente, será um grande divisor de águas. Hoje, o percurso rodoviário até Curitiba é bastante perigoso, principalmente pelos problemas da Rodovia do Café até Ponta Grossa. No trecho inicial, entre Apucarana e Mauá da Serra, a pista simples, sem terceiras faixas, torna o trânsito perigoso, devido a presença de caminhões. Muitos motoristas se arriscam em ultrapassagens, redundando em inúmeros acidentes.
A duplicação ajudará a salvar vidas, sem contar o que já foi dito antes, no favorecimento da logística de empresas. Enfim, é uma obra sonhada por todos há anos e que agora começa a se tornar realidade, mesmo que ainda em apenas um pequeno trecho. É um símbolo da transformação que está por vir.