O caminho mais curto para atenuar a crise econômica está na saída da presidente Dilma Rousseff (PT) do cargo. Somente o impeachment pode reunificar o país e fazer com que se retome a confiança. O pessimismo instalado atualmente é nefasto e ajuda a piorar o quadro de retração e estagnação que o Brasil vive atualmente.
A proposta de novas eleições, que agrada o governo federal, na esperança de tirar da cartola a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas empurra o problema adiante. Mudanças imediatas surgem como fundamentais para sacudir o país.
A sucessão para Michel Temer pode gerar debates e discussões, afinal, o peemedebista acompanhou Dilma no primeiro mandato e concorreu à reeleição ao lado da petista. No entanto, é de conhecimento público que o vice-presidente pouco - ou quase nada - foi convidado a opinar sobre os rumos nacionais. Ele próprio se autodenominou como uma “peça decorativa” na engrenagem do governo.
Agora, com a iminência do impeachment, o governo Temer já começa a se tornar realidade. É improvável que o afastamento preliminar da petista, de 180 dias, não seja aprovado no Senado. A votação está prevista para 11 de maio, quando Dilma será afastada e o peemedebista assume.
É uma página que começa a ser virada. Michel Temer, apesar da natural resistência e desconfiança, está se mobilizando e conversando com alguns nomes para compor o seu ministério. Há também sinalizações importantes de mudanças nos rumos econômicos, priorizando o fortalecimento da indústria, o que é fundamental nesse momento, principalmente com a geração de novos empregos.
Temer também tem conseguido reunir em torno de si lideranças de vários partidos, mostrando que terá melhores condições de aprovar medidas urgentes no Congresso. O próprio PSDB, oposição ferrenha a Dilma e ao PT, está se colocando à disposição em ajudar nessa reconstrução do país. Anteontem, o senador tucano Aécio Neves oficializou essa posição.
Independente de ideologia partidária, é fundamental o país se unir nesse momento. Com o impeachment praticamente sacramentado, é hora de retomar o rumo perdido.