OPINIÃO

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É preciso mais respeito com os pedestres no trânsito

Da Redação

| Edição de 03 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Brasil é o quinto país do mundo em número de mortes no trânsito, atrás apenas da Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015, foram registrados 37.306 óbitos e 204 mil pessoas ficaram feridas. As colisões frontais responderam por 29% das vítimas mortas no ano passado, seguidas pelos atropelamentos de pedestres (18,2%). 

Esses dados chamam atenção para o desrespeito aos pedestres, que estão cada vez mais vulneráveis diante do aumento exponencial do número de veículos trafegando e, principalmente, da imprudência e imperícia dos condutores. 
Na região, os atropelamentos passaram a ser frequentes. E os idosos são as principais vítimas. Na última sexta-feira, um homem de 85 anos morreu após ser atingido por um carro na Avenida Maracanã, em Arapongas. Em Apucarana, um aposentado de 67 anos ficou ferido após ser atropelado na faixa de pedestre no centro. 
Além das dificuldades de mobilidade, os idosos também são mais desatentos por conta da idade. Isso obriga a um comportamento mais consciente – e paciente – dos motoristas. 
No entanto, o desafio é grande para todos os pedestres, que são o elo mais frágil no trânsito. Faltam políticas de proteção a quem anda a pé, com a maioria dos investimentos voltados para motoristas, pensando apenas na fluidez do tráfego. Além disso, é preciso trabalhar mais a conscientização de ambas as partes. Hoje, há uma disputa por espaço entre motoristas e pedestres. Os últimos, evidentemente, acabam perdendo nessa “briga”. 
Por um lado, é fundamental que motoristas tenham mais educação. É precioso respeitar a passagem dos pedestres na faixa específica. Em Apucarana, por exemplo, isso é levado em conta pelos condutores em apenas alguns locais do centro. O Código de Trânsito Brasileiro diz, inclusive, que os motoristas são responsáveis pela segurança dos pedestres no trânsito. Por outro, é essencial que os próprios pedestres também respeitem as regras, atravessando as ruas no local correto, se locomovendo com mais agilidade e atenção. 
O trânsito seguro depende muito do comportamento das pessoas. Prudência, civilidade e respeito estão em falta. Essas virtudes, que deveriam estar presentes em todos os setores da vida em sociedade, fariam uma diferença gigantesca para reduzir o número de mortes em acidentes e atropelamentos.