Apesar de a dengue estar controlada na região, com poucos casos desde 2016, é preciso manter a vigilância para evitar a situação de anos anteriores, quando vários municípios sofreram com surtos da doença. Qualquer desatenção no combate ao mosquito Aedes aegypti, que também é o agente transmissor da zika e chikungunya, pode trazer graves consequências à saúde pública. Por isso, é preciso manter atenção.
Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), que cita 80 cidades no Paraná. Desse total, 12 estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Outras 68 aparecem em alerta e 78 estão em situação satisfatória. Na região, dois municípios se enquadram em risco de surto determinado pelo índice de infestação superior a 4%: Borrazópolis e Grandes Rios. Outros oito municípios se enquadram em situação de alerta: Faxinal, São Pedro do Ivaí, Sabáudia, Cambira, Apucarana, Jandaia do Sul, Arapongas e Rio Branco do Ivaí. Nesse caso, o índice de infestação vai de 1% a 3,9%.
De agosto até 21 de novembro, o Paraná registrou 191 casos de dengue, 186 deles autóctones e cinco importados. Houve dois registros de chikungunya e não foi computado nenhum caso de zika no período. A situação é melhor em comparação com anos anteriores, quando o Estado registrou um grande número de casos.
Essa queda no número de ocorrências é reflexo do trabalho desenvolvido pelos municípios, que aumentaram o controle do Aedes agypti. No entanto, as autoridades e a própria população não podem se acomodar. É preciso adotar todas as medidas de prevenção já conhecidas, com evitar água acumulada em recipientes nos quintais, promover a limpeza dos terrenos, etc. Um deslize pode custar caro, pois a dengue é muito perigosa e leva à morte.
No caso de Borrazópolis e Grandes Rios, as prefeituras precisam “correr” para recuperar o tempo perdido no combate ao mosquito. O índice de infestação de 4% é muito alto e exige uma resposta, com ampliação do trabalho dos agentes de endemias nas ruas das cidades.
O trabalho de combate ao Aedes aegypti precisa, na verdade, ser permanente em todos municípios. Nesta época do ano, porém, deve ser ampliado, ainda mais com o início do verão em 21 de dezembro, quando há a combinação de chuva e calor, que propícia para a proliferação do mosquito.
Portanto, é fundamental manter o foco no trabalho de prevenção e também de conscientização da população. É importante manter o controle de infestação do mosquito, afastando ao máximo o risco de aumento de casos.