OPINIÃO

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É preciso monitorar situação das barragens também no PR

Da Redação

| Edição de 30 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O governo do Paraná age de forma correta ao anunciar a fiscalização das barragens existentes no Estado. São 461 distribuídas nos municípios paranaenses, segundo relatório divulgado nesta semana pelo Instituto das Águas do Paraná. Embora apenas três sejam de rejeitos de minério, é fundamental garantir a segurança da população após a tragédia registrada na semana passada em Brumadinho (MG), onde uma barragem da mineradora Vale rompeu. Até agora, 84 mortes foram confirmadas, mas mais de 200 seguem desaparecidas e a chance de encontrá-las com vida diminui a cada dia.

No Paraná, a fiscalização ficará a cargo do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Esse trabalho é essencial. Das 461 barragens do Paraná, apenas 60 foram avaliadas até agora para identificar o grau de risco - baixo, médio ou alto. Portanto, não há informações mais concretas em relação às demais, embora já se saiba de antemão de que são barragens de pequeno porte e que, teoricamente, têm risco menor. 
No Paraná, a maioria das barragens é para uso de irrigação, abastecimento de água, geração de energia, proteção de meio ambiente e recreação. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), existem no Estado três barreiras de rejeito de mineração (Figueira, Campo Magro e Adrianópolis), que receberão uma atenção maior do governo estadual.
Na região, são pelo menos 15 barragens em cinco municípios, sendo 6 em Arapongas, 5 em Apucarana e 2 em São João do Ivaí – as outras duas estão em Jardim Alegre e São Pedro do Ivaí. A maioria é para irrigação, abastecimento de água, recreação e criação de peixes. Apenas uma - em São João do Ivaí – é considerada de “alto risco”, segundo avaliação preliminar do Instituto das Águas do Paraná.
A tragédia de Brumadinho mostra que é preciso focar na prevenção e na fiscalização. Depois do rompimento de uma barragem, muito pouco pode ser feito. Por isso, a importância de monitorar a situação das barragens paranaenses, independentemente de seu porte. Os municípios também devem trabalhar nesse sentido. As autoridades não podem minimizar nenhum risco. Depois de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, esse tipo de postura é intolerável.