OPINIÃO

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É preciso proteger nossas crianças e adolescentes

Da Redação

| Edição de 06 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A sociedade precisa proteger as crianças e adolescentes, inclusive quando as famílias não reúnem as condições mínimas para essa tarefa. É uma missão complexa. Afinal, o núcleo familiar deveria ser o porto seguro desses menores. No entanto, quando o próprio lar se transforma em local de sofrimentos físicos e psicológicos, a Justiça precisa intervir.

Em Apucarana, atualmente, 28 crianças e adolescentes estão em lares temporários. Eles precisaram sair de suas casas para fugir de uma realidade imprópria, que envolve desde abuso sexual, violência física ou psicológica até uso de entorpecentes por pais ou responsáveis. São ambientes tóxicos, nocivos, que podem trazer graves danos ao futuro dessas crianças e adolescentes, sem contar o terror e o sofrimento da rotina diária.
Apucarana conta hoje com três programas que acolhem e direcionam estes menores. O Lar Sagrada Família recebe crianças entre zero e 12 anos. A entidade cuida hoje de 12 crianças. É um trabalho importante para a sociedade, mesmo assim, a entidade tem muitas dificuldades para se manter e acaba dependendo de doações de voluntários para garantir investimentos e a estrutura necessária para acolher essas crianças vulneráveis.
Já na Casa Lar estão quatro menores entre 13 e 18 anos incompletos. Essa entidade recebe adolescentes, sendo mantida pela Prefeitura de Apucarana. Há ainda o programa Família Guardiã, também da prefeitura, desenvolvido quando outros parentes da criança já têm a guarda legal do jovem. Em breve, o município pretende implementar também o programa Família Acolhedora, que funcionará como o Família Guardiã, porém com pessoas sem vínculo familiar com o jovem. 
É claro que o ideal é manter as crianças com seus pais. Retirá-las do ambiente familiar é uma medida drástica, que só pode ser tomada quando não há outro caminho para proteger esses menores.
É um trabalho delicado, que exige dedicação, profissionalismo e muita preparação das entidades e pessoas envolvidas. Por isso, é fundamental que seja realizado com seriedade, com todos recursos disponíveis. Precisamos garantir um futuro melhor, digno e decente para essas crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade