OPINIÃO

min de leitura - #

É preciso reduzir os riscos na Avenida Minas Gerais

Tribuna do Norte

| Edição de 23 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Uma das vias mais movimentadas de Apucarana, a Avenida Minas Gerais é alvo constante de reclamações dos usuários, principalmente pedestres. O atropelamento de um estudante em abril motivou uma mobilização para pedir mais segurança. Prolongamento da BR-376, a Avenida Minas Gerais registra um grande número de acidentes. Ao longo dos anos, inúmeras pessoas ficaram gravemente feridas em colisões e atropelamentos, enquanto outras, infelizmente, acabaram perdendo a vida. Por isso, é importante buscar soluções.

Na terça-feira, um grupo de professores, estudantes e funcionários do Colégio Polivalente entregou um abaixo-assinado com três mil nomes ao prefeito Beto Preto (PSD). Eles pedem no documento a construção de uma passarela na Avenida Minas Gerais na altura do Supermercado Econômico. Nas proximidades desse ponto, em abril, o estudante Yuri Henrique da Silva, de 13 anos, ficou gravemente ferido após ser atropelado. Ele voltava da escola quando foi atingido por um veículo. O garoto ficou 15 dias em coma e passou por duas cirurgias. O estudante, felizmente, está recuperado e, inclusive, participou da solenidade no gabinete e entregou em mãos ao prefeito o abaixo-assinado.

Após receber a lista com as assinaturas, no mesmo ato, Beto Preto assinou ofício com a solicitação da obra para a Concessionária Rodonorte e o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que são responsáveis por essas intervenções na Avenida Minas Gerais, justamente pelo trecho ser um prolongamento da BR-376.

A reivindicação dos estudantes é justa. A Avenida Minas Gerais recebe um fluxo muito grande de veículos e a estrutura atual não favorece os pedestres. Há várias empresas e colégios que margeiam essa via. Com isso, são inúmeros estudantes e trabalhadores que precisam cruzar a pista diariamente. Esses pedestres precisam assumir um grande risco, pois os semáforos não têm tempo destinado aos transeuntes. Quando um sinal fecha, o outro abre imediatamente.

É preciso, de qualquer forma, buscar uma solução. A passarela é a mais adequada. Não apenas nessa região da Vila Nova, mas também em outros pontos do trecho urbano da Avenida Minas Gerais. Enquanto essas intervenções, mais caras, não saem do papel, é importante buscar alguns paliativos, principalmente na questão dos semáforos, garantindo um tempo para a passagem dos pedestres. Essas ações são fundamentais para evitar atropelamentos e o sofrimento por qual passou Yuri e sua família.