A situação dos produtores de soja é dramática no Vale do Ivaí. O excesso de chuvas durante a colheita comprometeu a safra. Em algumas lavouras, os danos causados pela umidade chegam a 90%. O poder público precisa buscar alternativas para auxiliar esses produtores. Caso contrário, o reflexo será terrível para toda economia dos pequenos municípios, muito dependente do campo.
Com a safra na reta final, muitas prefeituras estão contabilizando os prejuízos. Em cinco municípios do Vale do Ivaí, esses levantamentos já foram finalizados e os números são preocupantes. A estimativa aponta para perdas superiores a R$ 77 milhões. Kaloré, São Pedro do Ivaí, Manoel Ribas e Lunardelli já encaminharam informações para a Defesa Civil do Paraná. É o primeiro passo para decretar situação de emergência. Apucarana reuniu agricultores e representantes de instituições bancárias para discutir o assunto.
O Departamento de Economia Rural (Deral) ainda não se posiciona oficialmente sobre índices, uma vez que a safra ainda está em andamento. No entanto, as informações extraoficiais apontam para um cenário preocupante. A perda da safra de soja será grande no Vale do Ivaí, que surge como uma das mais afetadas no Paraná.
A região é ainda muito dependente da agricultura e o soja tem um peso enorme na movimentação da economia. O reflexo de uma quebra de produção tão grande pode ser terrível para o comércio e outros setores econômicos, especialmente de municípios com pouca industrialização e que tem no campo sua maior força.
Os números oficiais devem ser fechados na próxima semana. Assim, será possível ter a dimensão exata dos danos causados pelas chuvas insistentes desse primeiro trimestre, trazidas por influência do fenômeno El Niño.
Apucarana prevê prejuízos de R$ 19 milhões, Kaloré de R$ 18 milhões e São Pedro do Ivaí, R$ 16 milhões. Seriam as cidades mais afetadas nesse primeiro momento. São valores altos e preocupantes.
É preciso agora discutir alternativas para socorrer esses produtores de soja. Os decretos de emergência são importantes nesse contexto para renegociação de dívidas e no que tange ao seguro rural. Enfim, é preciso se unir em busca de soluções.