Apesar da crise política que assola o país, com sucessivos escândalos de corrupção, a economia, lentamente, mostra reação. Os indicadores são melhores em 2017 e o empresariado está otimista, apesar das dificuldades econômicas que ainda são imensas para a maioria.
A Tribuna trouxe várias reportagens nos últimos dias mostrando um clima mais favorável entre empresários, tanto da indústria quanto do comércio.
Apucarana figura na lista dos municípios que mais geraram vagas de emprego formais no Paraná neste ano. No acumulado do ano, o município registrou 1.125 novos postos de trabalho. Confecções e construção civil foram responsáveis pela maior parte das vagas geradas.
Arapongas, que sofreu forte retração em anos anteriores, também mostra sinais de recuperação em 2017. No acumulado do ano, o município soma 640 novas criadas, a maioria no polo moveleiro.
Nas últimas semanas, o comércio de Apucarana e também de Arapongas iniciou a contratação de trabalhadores temporários. Os lojistas estão otimistas para as vendas de final de ano e, por isso, anteciparam o treinamento dos colaboradores para o movimento de novembro e, principalmente, de dezembro, que são o carro-chefe do segmento.
Na edição de ontem, a Tribuna trouxe reportagem sobre o aumento de vendas de carros novos. Esse setor também é um importante termômetro da economia. A procura por veículos 0km aumentou 14,3% de janeiro a setembro nas concessionárias da região. O maior volume de vendas foi registrado em agosto e setembro, o que está animando os empresários do setor, que projetam crescimento de até 15% nas vendas neste ano.
A indústria e o comércio tentam “esquecer” a crise política e focar na recuperação econômica, que timidamente começa a tornar-se realidade. É claro, no entanto, que a situação em Brasília é acompanhada com atenção e repercute no momento atual do Brasil.
Por isso, a importância de o país virar essa página. Infelizmente, no entanto, tudo leva a crer que isso ainda demorará. Somente com as eleições de 2018 o Brasil deve se apaziguar novamente politicamente. A economia, no entanto, não pode mais voltar aos patamares anteriores. É preciso o mínimo de segurança para que os empresários, que verdadeiramente tocam o país, continuem investindo no país.