OPINIÃO

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Educação ambiental e o futuro da sociedade

Da redação

| Edição de 03 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A maioria dos municípios paranaenses já destina seus resíduos sólidos urbanos para aterros sanitários devidamente licenciados. Dos 399 municípios, 75% estão nesta condição. Os números são do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que divulgou no início da semana relatório que mapeia o gerenciamento de resíduos sólidos no Estado com base em informações coletadas em 2016. Segundo o documento, apenas 6% dos municípios do estado mantém lixões a céu aberto.
Os números mostram um avanço considerável em relação a 2013, data do último relatório e do lançamento do programa Paraná sem Lixões. Na época, 23,3% dos municípios do Estado encaminhavam seus resíduos para lixões e nem a metade, 46%, já tinha se adequado à legislação e investidos em aterros.
O ganho ambiental nesses últimos anos é extraordinário. Lixões representam um risco tanto ao meio ambiente quanto à saúde da população. Além da contaminação do solo e da água pelos resíduos, a presença de animais domésticos e a prática de garimpagem de materiais, tornam os lixões também um problema de cunho social.
O avanço na adequação ao previsto Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei federal sancionada em 2010, mas cujas exigências foram sendo postergadas por um tempo maior que o necessário, é bom frisar, é resultado principalmente da ação do governo do estado, que vem atuando dentro do já citado programa Paraná sem Lixões e Plano de Regionalização de Resíduos, dando apoio técnico aos municípios e também cobrando a resolução dos problemas.
A questão da destinação dos resíduos, entretanto, tem um longo caminho para percorrer. Ultrapassado o problema do lixão, é preciso agora investir em políticas que minimizem o impacto dos aterros, que são estruturas caras para se construir e que ocupam valiosas terras agricultáveis. 
Bem por isso a necessidade de reforçar a coleta seletiva e valorizar o trabalho das cooperativas. 
Recentemente, o governo liberou R$ 15 milhões para custear ações de incentivo à coleta seletiva e auxiliar cooperativas tanto na aquisição de maquinários como em ações de conscientização. É um bom começo.
Investir em educação ambiental, de modo a tornar a população não apenas interessada e atuante na questão ambiental, mas ensinando a separar e destinar corretamente seus resíduos e a consumir de forma mais inteligente é fundamental para o futuro da sociedade.