O avanço do HIV nos municípios da região é uma triste realidade, sobretudo em tempos onde a informação está ao alcance de qualquer um, a todo o tempo. A aids deixou de ser uma doença desconhecida há muito tempo, o que torna o aumento no número de casos ainda mais grave. É preciso fazer novamente um trabalho de base junto aos jovens, com educação e conscientização, para que os números voltem a cair.
O número de pessoas diagnosticadas com HIV cresceu 43,4% na região. Dados da 16ª Regional de Saúde (RS) apontam 109 casos no ano passado contra 76 no ano retrasado. O aumento da aids não acontece apenas na região, mas no país todo, como aponta relatório da ONU de 2018. O Brasil já foi exemplo para o mundo e hoje retrocede, como apontam os números: desde 2010, a doença avançou 23%. É preciso adotar medidas urgentes para revertermos essa situação. A curto prazo, as ações devem focar em ampliar o acesso à prevenção e garantir os direitos das pessoas mais vulneráveis.
Já a médio e longo prazo, é fundamental trabalhar a educação, principalmente entre os jovens. A infecção pelo HIV no público mais jovem vem aumentando consideravelmente nos últimos 10 anos. Isso se dá devido ao fato dessas pessoas estarem numa fase sexualmente ativa e, muitas vezes, com múltiplos parceiros, diminuição do uso do preservativo, além do uso de drogas e álcool também ser mais comum nessa faixa de idade.
Vemos hoje muitos jovens despreocupados com os métodos de prevenção, seja pelo desconhecimento ou pelo fato de não se falar abertamente sobre sexo nas escolas e lares do nosso país. O avanço do tratamento também é um fator que, se por um lado desmistificou a doença, por outro enfraqueceu a urgência na adoção de métodos de prevenção. Muitos pensam que a aids é uma doença do passado, mas se os números continuarem subindo, pode retornar como a doença do futuro.