A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) deu uma resposta importante aos crimes envolvendo agências bancárias no Estado. Nesta semana, as polícias Civil e Militar deflagraram a segunda fase da Operação Cangaço para combater quadrilhas responsáveis por explosões a caixas eletrônicos. Ao todo, 56 bandidos foram presos. Apesar dos bons resultados, essa operação está longe de resolver o problema. No mesmo dia da operação, por exemplo, ladrões dinamitaram caixas eletrônicos em Atalaia, na Região Metropolitana de Maringá.
Mesmo assim, é preciso destacar esse trabalho. As quadrilhas da dinamite, como popularmente são chamadas, levam pânico, principalmente às pequenas cidades. No Vale do Ivaí, por exemplo, a maioria dos municípios já foi “visitada” por esses bandos fortemente armados, que acabam subjugando os poucos policiais de plantão, colocando a população em risco.
Em alguns casos, a ousadia dos bandidos é ainda maior. À luz do dia, eles invadem agências bancárias, fazendo funcionários e clientes de reféns, utilizando moradores como “escudos humanos”. Em outras oportunidades, até retroescavadeiras foram utilizadas para arrombar agências e chegar aos cofres.
Esses exemplos demonstram a importância de combater esses bandidos fortemente armados, que agem de forma ousada, especialmente nas cidades de menor porte.
Portanto, o combate a esses ladrões precisa ser permanente. São várias quadrilhas que agem simultaneamente no Estado. Dessa forma, a vigilância precisa ser efetiva para reduzir o número de ocorrências, desmobilizando os grupos.
Por outro lado, é fundamental reforçar o efetivo e o armamento das polícias nas cidades do interior. Recentemente, conselhos comunitários de segurança do Vale do Ivaí decidiram fazer “vaquinhas” para comprar fuzis para as guarnições locais. O gesto é simbólico, pois mostra que a comunidade precisou agir quando seria o papel do Estado dotar as corporações de estrutura.
A segurança pública exige investimentos. É uma área essencial e com grande repercussão na rotina da população. Por isso, precisa de prioridade. A Operação Cangaço foi um exemplo bem-sucedido, mas atuações planejadas e eficazes como essas precisam se repetir para que o efeito seja a redução dos crimes e o fim da insegurança.