OPINIÃO

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Eleições em poluição sonora e foco nas redes sociais

Tribuna do Norte

| Edição de 23 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um acordo entre as coligações partidárias de Apucarana provocará uma grande mudança nas campanhas políticas no município nestas eleições. O uso de carros de som nas ruas foi proibido tanto para candidatos a vereador quanto para prefeito. A circulação de veículos com jingles em alto volume será permitida somente em carretas.

É algo positivo para acabar com a poluição sonora, um problema de muitas campanhas em Apucarana. Em várias eleições, candidatos, especialmente a vereador, contratavam cabos eleitorais para circular por toda a cidade, fazendo propaganda em carros de som. O barulho era grande e gerava muitas reclamações entre os eleitores. Era comum veículos de candidatos diferentes passarem por determinadas ruas em intervalos de poucos minutos.

Com a decisão tomada pelas coligações, esse problema será resolvido. Além disso, a medida vai representa economia para os concorrentes, que não precisarão gastar com cabos eleitorais e combustível.

Além disso, essa prática nem sempre tinha o resultado esperado. Se por um lado garantia volume de campanha, com a “onipresença” de determinado concorrente; por outro, esses gastos com carros não garantiam votos nas urnas no dia da eleição. O mais comum, é verdade, era cansar o eleitor com a repetição de seus jingles.

Como a Tribuna mostrou em reportagem no domingo, esta campanha reservará um grande espaço para as redes sociais e a internet. É um caminho inevitável e os candidatos precisarão saber utilizar de forma eficaz essa ferramenta. Afinal, a internet pode representar um “faca de dois gumes”. As redes sociais garantem visibilidade instantânea às propostas, mas também podem destruir certos concorrentes que não souberem se posicionar. Virar um “meme” negativo na campanha pode sepultar até uma candidatura promissora.

Além disso, a internet tem algumas peculiaridades perigosas. É um terreno fértil para ataques – muitas vezes anônimos- que podem gerar desgaste e prejuízos à imagem. Depois de uma acusação “viralizada”, desmentir ou até mesmo apresentar as verdades dos fatos é uma tarefa árdua e nem sempre possível.

Portanto, a campanha de 2016 tem tudo para ser completamente diferente em Apucarana, mas também em Arapongas e outros municípios da região. Os candidatos precisam saber interpretar essas mudanças e conseguir chegar ao eleitor com propostas que chamem atenção para a possibilidade de transformação da comunidade, com criatividade para marcar seu nome e também com muita coerência com seu histórico de atuação e posicionamento.