Não é de hoje que o empreendedorismo é o principal motor da economia nacional. O número de brasileiros que decide comandar o próprio negócio vem aumentando anualmente. Segundo um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o país contava com 48,2 milhões de empreendedores em 2016, dos quais 26,2 milhões tinham começado a empreitada há menos de 3,5 anos.
Há dois tipos de empreendedores. Aquele que age por oportunidade, no momento em que decide mudar de área e abrir um negócio próprio que lhe parece promissor; e aquele que entra nesse mercado por necessidade, nos casos dos trabalhadores que ficam desempregados e enxergam no negócio próprio a solução para ter uma renda mensal
Na região, as salas de empreendedorismo têm registrado grande movimento nos últimos anos, atendendo um público desses dois perfis. O reflexo disso é o aumento do número de empresas abertas, principalmente de microempreendedores. Segundo levantamento divulgado ontem pela Tribuna feito junto a escritórios regionais da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) de Apucarana, Arapongas, Jandaia do Sul e Ivaiporã, a região criou 1.552 empresas de janeiro a agosto deste ano contra 1.056 no mesmo período do ano passado, um crescimento na ordem de 47%.
Por outro lado, das 1.552 novas empresas abertas neste ano na região, 1.029 fecharam as portas, o que equivale a um saldo positivo de 523 estabelecimentos. No mesmo período do ano passado, foram 1.056 constituições e 713 fechamentos, saldo positivo de 343 empresas.
O empreendedorismo ganhou prioridade de muitos jovens em relação a uma carreira profissional na iniciativa privada ou no serviço público. Muitos trabalhadores passaram a preferir a independência desde cedo.
Esse tipo de postura ajuda a fortalecer a economia. Os trabalhadores estão criando seus próprios empregos. Nesse contexto, a palavra inovação é lei. Não é apenas uma questão de necessidade por conta do desemprego, mas de ideal profissional.
No entanto, é preciso melhorar as políticas públicas nesse campo. Apesar desse crescimento, ainda há muita burocracia e excesso de impostos. O próximo governo precisa privilegiar a inovação e fortalecer o empreendedorismo. É algo fundamental para a economia brasileira.