Com as dificuldades por que passa a economia brasileira como o desemprego, a alta dos preços em geral, redução dos salários, juros exorbitantes, a vida do brasileiro tornou-se problemática porque foi tomado de certa forma de surpresa.
Diante desse quadro o consumidor sentiu que sua vida estava mudando drasticamente, diante de uma realidade inesperada e tomada de surpresa.
As fartas condições de crédito, a princípio, tentadoras o consumidor lançou-se nas ofertas que lhe pareciam necessárias e indispensáveis para si ou para a sua família.
Acontece que, além das prestações assumidas para pagamento a longo prazo, também caberia pensar que gastos diários, água, luz, telefone, escola, condomínios, gastos com saúde, também deveriam ser incluídos na lista de despesas mensais.
Assim, as despesas escolares e as de condomínios são inadiáveis e que não podem ser postergadas à vontade do devedor ou do inquilino, porque esses gastos e serviços fazem parte de uma cadeia compromissos que são assumidos junto a terceiros e cujos valores também deverão ser repassados para estes: tais como salários de professores, despesas condominiais (água, luz, telefone, funcionários) que são inadiáveis e que deverão ser quitados mensalmente, assim, se houver atrasos dos pagamentos para a escola ou do condomínio poderá causar problemas aos prestadores de serviços.
O uso do cartão de crédito pela sua facilidade é um tanto tentador porque facilita sobremaneira as compras, no entanto, jamais o usuário deverá usar deliberadamente seu limite e sem uma destinação certa e necessária.
A afoiteza ao crédito e sem qualquer planejamento para a sua destinação e pagamento levará o devedor ao estado de inadimplência, e até a insolvência (que é muito pior) e, com todas as consequências que vão abalar sua situação perante terceiros, por isso que o crédito oferecido e bem usado trará a quem dele se utilizar um bom alento à sua vida, assim, comprar uma casa, um automóvel, fazer viagem e etc. deve ser bem calculado, medido e sopesado.
Enfim, em caso de chegar a essa situação de insolvência a parte deve procurar o banco financiador e renegociar a dívida dentro de suas possibilidades financeiras, jamais procurar um agiota, negociar prazo valores e prazos compatíveis com sua renda atual, procurando prazos maiores para pagamento em parcelas menores ou abatimento substancial para a liquidação da dívida à vista, a dívida pode ser renegociada a qualquer momento e devem ser quitadas diretamente com os credores (financeiras, cartões de crédito, bancos, lojas e fornecedores).
É uma boa pedida que o assalariado procure dentro do possível fazer uma reserva técnica mensal de 30%, depositando esse valor em uma caderneta de poupança ou em outra aplicação rentável.
Embora, todos estejam passando por dificuldades e na mesma barca, não é momento para desesperança e achar que tudo está perdido, porque a fase atual é para reflexão e estar consciente que há problema e que devem ser resolvidos e que cada um tenha a consciência de que dias melhores estão por vir.