OPINIÃO

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Escolas estaduais dão exemplo para outros órgãos

Da redação

| Edição de 06 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma capacitação realizada nesta semana no Núcleo Regional de Educação de Apucarana é o primeiro passo para implantação de um programa geral de gerenciamento de resíduos nas escolas estaduais da região.
A meta é preparar professores de várias disciplinas para tratar do lixo em âmbito escolar não apenas como parte da grade curricular, mas como prática dentro da rotina escolar. Entre os objetivos da iniciativa está a adoção de medidas de consumo consciente para redução do volume do lixo produzido de um lado, e outro a implantação de uma rotina de separação de material para reciclagem, além da compostagem do material orgânico.
O impacto desta postura é positivo em mais de um âmbito. Primeiro, de caráter pedagógico e multiplicador, a iniciativa leva para a prática o objeto de estudo,incentivando e formando nos estudantes uma prática de consumo consciente tão necessária na sociedade e,de outro, traz um ganho ambiental de grandes proporções. A região tem 77 escolas estaduais que recebem 31 mil alunos quase que diariamente e que geram um volume considerável de resíduos.
Todas essas práticas que estão sendo discutidas nas escolas deveriam estar sendo implantadas também em outros setores do serviço público. A reciclagem de resíduos e a opção por sistemas que gerem menor impacto ambiental está dentro das diretrizes que devem ser adotadas pelo serviço público sendo previstas dentro do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, a legislação mais abrangente e ambiciosa de gerenciamento de resíduos já discutida e aprovada no Brasil que, infelizmente, vem sendo colocada em prática em doses quase que homeopáticas. Vale lembrar que a erradicação dos lixões, principal exigência do plano, ainda está longe de ter se tornado realidade.
É importante que esta discussão comece no ambiente escolar e, mais importante ainda, que neste espaço o discurso se torne prática efetiva e sistemática. De nada adianta ensinar as crianças a importância da reciclagem se a escola não separa o próprio lixo.
Espera-se que essas ações, cuja meta é começar a implantá-las a partir de outubro deste ano, realmente se integrem às atividades do calendário escolar e que o programa não entre na lista daqueles fadados a não sair do papel.
Quem sabe a medida não possa servir de incentivo para que outros órgãos e departamentos públicos da região passem a aderir à ideia, adotando posturas mais racionais em termos de gasto de energia e recursos, gerando economia e contrapartida ambiental.