Trata de uma afronta inadmissível: é o “falecimento” das autoridades de Segurança Pública. Um aviso para aqueles que, no Brasil, ainda não perceberam que os limites da tolerância com o crime e a violação das leis já foram ultrapassados. Não é difícil culpar os Estados pelo que está ocorrendo no País: sistema carcerário ineficiente, local transformado em “escola de pós-graduação” em crime.
Quanto às Policias e o Judiciário, estes travam guerras internas e não conseguem chegar a um acordo. Estamos perdendo a batalha para o crime organizado. Como vencer um inimigo o qual não se vê? No RJ, a benevolência com que foram tratados os marginais dos morros, contribuiu para o atual quadro de violência. Somente recentemente se tomou uma posição mais forte em outros Estados, temendo que viesse acontecer o que hoje acontece no RJ. Tal cultura de Tolerância com bandidos, foi visto como normal entre Políticos, os quais cortejavam os chefões do jogo do bicho. A situação, por isso, evoluiu rapidamente para os assaltos violentos, sequestros e assassinatos. Quem deveria impor limites à violência nos Estados, não o fez.
A vizinha, Colômbia, é um exemplo dessa realidade. “No final dos anos 50, o narcotráfico era uma ameaça pequena. Hoje, os narcoguerrilheiros são centenas de milhares e controlam metade do país. No Brasil a autoridade do Estado tombou, gravemente ferida, diante da própria inoperância no trato da questão da Segurança Pública. Beira-Mar já comandou o terror na cidade do RJ, promovendo a queima de ônibus, bombas e tiros contra prédios. E fez isso de dentro de sua jaula, no presídio Bangu 1. Mas não se engane, pois a violência no Brasil, em especial no Rio, já existia bem antes da fama de Fernandinho Beira-Mar. Este “lixo humano” não é exceção no “mundo do crime”.
Existem pelo menos outros dois traficantes maiores do que ele. O primeiro trata-se de Leonardo Dias de Mendonça, que frequenta a lista dos mais procurados nos Estados Unidos. Este seria uma espécie de negociante, que faz Fernandinho Beira-Mar parecer um camelô. Movimentou 2 mil quilos de cocaína por mês, carga essa, avaliada em U$$ 20 milhões.
O segundo, é Mario Sergio Machado Nunes, conhecido como ‘Goiano’, líder de uma quadrilha internacional de drogas há mais de 30 anos. Procurado pela Interpol, foi preso recentemente em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele tinha negócios com o narcotraficante colombiano Pablo Escobar, morto na década de 1990.
O sistema criminoso que se permitiu montar no Brasil, corrompeu juízes, banqueiros e políticos. Afirmar que a atual situação do País, é fruto do desemprego e da demanda pela droga, soaria ingênuo. Talvez sua opção de voto tenha mais a ver com isso. Na verdade, o caos se instalou no País pela ineficiência das Forças de Segurança em evitar a colombianização do Brasil. É fato: quem compra droga, continua a fortalecer a firma da violência.