OPINIÃO

min de leitura - #

Falta de conscientização dos motoristas preocupa

Da Redação

| Edição de 10 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A questão do estacionamento rotativo de Apucarana é controversa. Por um lado, a população cobra a manutenção do sistema e reclama das falhas; por outro, não cumpre a sua parte, respeitando as regras de funcionamento. 

A Tribuna trouxe reportagem na edição de ontem mostrando que mais de 35% dos motoristas que estacionam no anel central não compram os cartões da Zona Azul. A reportagem realizou a amostragem na parte da tarde. Dos 100 carros parados, 37 não pagaram pelo estacionamento rotativo. 
Para quem usa a Zona Azul diariamente, isso não é novidade. O desrespeito é habitual. Muitos desses motoristas que não pagam pelo estacionamento são os mesmos que reclamam da falta de vagas, do trânsito caótico no centro e da falta de agentes de trânsito. São críticos contumazes, mas são os primeiros a “levar vantagem” com a falta de fiscalização, deixando de comprar os cartões. 
Esse, a propósito, é um problema que precisa ser resolvido pela administração municipal, que é responsável pela gestão do sistema. A fiscalização da Zona Azul é falha, embora a Prefeitura de Apucarana afirme que entre 60 e 80 motoristas são notificados diariamente. 
Esse problema deve ser resolvido em breve. O município realizou concurso público para contratação de agentes de trânsito, que serão responsáveis pela fiscalização. Atualmente, esse trabalho é realizado por guardas municipais. 
É preciso respeitar as vagas da Zona Azul. Caso contrário, a esperada rotatividade de veículos na área central não acontecerá e conseguir estacionar no entorno da Praça Rui Barbosa e ruas adjacentes se tornará praticamente impossível no horário comercial. Isso prejudica a todos, usuários do serviço e também os próprios comerciantes. 
Esse problema, inclusive, já foi enfrentado pela população. Com a transição do rotativo da iniciativa privada (terceirização) para o município, no começo do ano, houve uma lacuna, na qual a cidade ficou sem o serviço. Isso redundou num caos, porque muitos motoristas permaneciam estacionados praticamente por todo o dia. 
Com a municipalização, a Prefeitura assumiu a operacionalização e, aos poucos, vem colocando o sistema em ordem. No entanto, o pleno funcionamento da Zona Azul exige união de esforços. Somente todos fazendo a sua parte é que o sistema funcionará a contento. Isso envolve, em primeiro lugar, a conscientização dos usuários e também, é claro, o trabalho da Prefeitura, que precisa reforçar a fiscalização, ampliar os pontos de vendas de cartões e trabalhar permanentemente na melhoria do serviço.