OPINIÃO

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Falta de respeito no nosso trânsito

Tribuna do Norte

| Edição de 26 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O balanço de notificações no trânsito em Arapongas referente a 2015, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública e Trânsito (Sestran), é alarmante. O número de multas aumentou 53% em comparação com 2014. Foram 14.144 motoristas autuados no ano passado contra 9.211 no ano anterior. Os números comprovam o desrespeito diário praticado por motoristas, que insistem em descumprir as regras básicas no trânsito.

Segundo os dados da Sestran, deixar de usar o cinto de segurança aparece como a infração mais comum no trânsito da cidade, com 3.097 autuações. Na sequência, no ranking das multas, estão dirigir falando ao celular (2.368), estacionar irregularmente em vaga de carga e descarga (1.028), avançar sinal vermelho (730), fazer conversão à esquerda (1.196), estacionar em vaga de idoso (716) e estacionar em fila dupla (727).

Como bem disse à reportagem da Tribuna no domingo o diretor de trânsito do município, José da Paz Neto, os motoristas flagrados não podem alegar desconhecimento da legislação. São infrações feitas de forma consciente. Ora, não usar o cinto, falar ao celular ao volante e furar o sinal vermelho são penalidades que exigem uma ação voluntária do motorista, que age dessa forma mesmo sabendo da ilegalidade e dos riscos que esse comportamento representa no trânsito.

Mais do que desrespeito, essas infrações mostram nosso nível – baixo – de educação. O trânsito é uma parte bastante visível da falta de respeito e de civilidade. Há motoristas agressivos, impacientes e que se acham donos das ruas e rodovias. Agem como se não houvesse leis e a consequência é sabida por todos, com aumento anual de acidentes com feridos e mortes.

É preciso mudar de comportamento. Trata-se de uma missão complicada, mas as autoridades precisam encarar esse desafio de frente. É fundamental ampliar as campanhas de orientação e manter a fiscalização. Somente com um trabalho conjunto será possível reverter esse quadro. Por isso, campanhas nesse sentido precisam ser permanentes, até porque o trânsito das cidades vem ficando ainda mais complicados com o aumento da frota.