É preciso resolver imediatamente o impasse envolvendo a falta de vacinas em Apucarana. O prefeito Beto Preto (PSD) mostrou nesta semana uma série de pedidos de novas doses não atendidos, reiterando que o problema é real e pode trazer graves consequências na imunização da população, principalmente das crianças.
Segundo Beto Preto, o município solicitou ao governo estadual, de abril a julho deste ano, 2.390 doses da vacina tetra viral, mas foram enviadas apenas 582. Com relação à vacina contra a pólio, Apucarana pediu 13 mil doses e recebeu somente 1.950 doses. No caso da vacina contra varicela, foram solicitadas 2.130 doses e entregues apenas 240.
Segundo o prefeito, o município está atualmente com o estoque zero das vacinas contra varicela e tetra viral.
É preciso buscar uma solução para o problema, ainda mais agora que o país discute a baixa cobertura vacinal e há o risco real da volta de algumas doenças, como a própria poliomielite, conhecida como paralisia infantil. Essa doença foi erradicada há quase 30 anos no Brasil, mas o vírus voltou a circular em alguns países e colocou todo mundo em alerta.
O sarampo é outra doença que preocupa. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta dois picos de sarampo, em Roraima e no Amazonas. Até o dia 17 de julho, foram confirmados 519 casos de sarampo no Amazonas e 3.725 permanecem em investigação. O estado de Roraima confirmou 272 casos da doença e 106 continuam em investigação.
Apesar de distantes da região Sul, esses casos preocupam e exigem uma mobilização para ampliar a vacinação, protegendo a população. Diante desse contexto, é inaceitável que faltem vacinas.
A Prefeitura de Apucarana levou o problema para o Ministério Público (MP) e também para conhecimento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Associação dos Municípios do Paraná (AMP).
É preciso diálogo para resolver esse impasse. A Prefeitura de Apucarana e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) devem buscar uma solução imediata. É um problema preocupante por tudo que se se discute em relação à cobertura nacional e a volta de algumas doenças. Em primeiro lugar, é essencial pensar na saúde da população.