OPINIÃO

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Fila da aposentadoria na Previdência Social

Tribuna do Norte

| Edição de 06 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Não é de hoje que o atendimento do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) deixa a desejar. A principal reclamação é a fila de espera para a maioria dos procedimentos. É algo inaceitável, pois prejudica cidadãos em busca de aposentadoria ou que precisam passar por perícias médicas.

A Tribuna mostrou na edição de ontem que a fila de espera para pedir aposentadoria chega a quase três meses. São mais de 80 dias entre agendamento e o atendimento propriamente dito. É algo absurdo e que precisa ser visto. O INSS deveria primar pela agilidade no serviço. Afinal, esta é a principal função do servidor público: atender com maior agilidade possível o cidadão.

No entanto, isso está longe de acontecer na prática. A demora é imensa. Além disso, o INSS enfrenta anualmente greves dos servidores e também dos médicos peritos. Essas mobilizações acabam provocando uma sobrecarga imensa quando as categorias decidem voltar ao trabalho.

A paralisação dos servidores durou 80 dias em 2015. Já a dos peritos foi ainda maior e passou de 140 dias. Essas greves afetam o agendamento dos atendimentos e ampliam ainda mais o problema das filas, que já é crônico nesse importante órgão do governo federal.

É preciso reverter esse quadro. Isso passa, principalmente, por uma política de valorização do funcionalismo e também de contratação de mais servidores. Muitas agências do INSS estão com defasagem de pessoal, o que compromete o atendimento. O INSS é um órgão importante e que precisa atender a contento o cidadão. A demora é um desrespeito aos trabalhadores, que precisam aguardar meses e meses para ter seus direitos atendidos. É algo inaceitável.

Infelizmente, não é um problema restrito aos INSS. Outros órgãos federais têm uma demanda de serviços muito grande, mas registram um grande déficit de pessoal. O Ministério do Trabalho é outro exemplo conhecido pela falta de efetivo. O governo precisa reduzir o número de comissionados no País, muitas vezes sem função, com cargos criados para alocar aliados de partidos políticos, para fazer contratações em concursos públicos em órgãos que realmente registram uma grande carência no País.