Se havia alguma dúvida do desemprego provocado pela crise econômica, um feirão realizado pela Agência do Trabalhador de Apucarana mostrou que o problema é preocupante e está longe de ser uma mera desculpa dos críticos da presidente Dilma Rousseff (PT) ou uma tentativa de “golpe” para derrubar o governo. As dificuldades são reais e o trabalhador é o que mais sofre as consequências.
O feirão ofertava 246 vagas, mas pelo menos três mil pessoas foram até o local anteontem pela manhã. A fila dobrava o quarteirão e a Agência do Trabalhador perdeu o controle da situação, pois não esperava tanta gente para disputar as poucas oportunidades de emprego disponíveis.
Três mil pessoas é uma estimativa, afinal, não há números oficiais. A Agência do Trabalhador tampouco a Polícia Militar (PM) ou a Guarda Municipal (GM) apresentaram alguma projeção. Há quem afirme que o número de trabalhadores na fila tenha passado de cinco mil.
A reportagem da Tribuna acompanhou uma parte das entrevistas com as empresas e encontrou pessoas preocupadas com a falta de ocupação. Havia trabalhadores na fila há sete meses fora do mercado de trabalho. O olhar era de ansiedade misturada com apreensão.
Para um pai de família, não há nada mais terrível do que o desemprego, de chegar ao final do mês sem nenhuma perspectiva, vendo as contas chegarem sem saber como pagá-las. Quem passou por isso sabe o quão terrível é essa situação.
A instabilidade registrada no país atualmente está tolhendo muitos postos de trabalho. O governo da presidente Dilma Rousseff está totalmente sem rumo e, com isso, a economia brasileira degringolou completamente. As empresas estão demitindo porque não têm mais condições de produzir e gerar empregos. O comércio também está definhando, com a redução do poder de compra do trabalhador.
A situação do Brasil é lamentável. É um reflexo da falta de capacidade de gestão da presidente e também da crise política. Há uma desesperança nos rostos da maioria das pessoas, que expressa um grito de socorro por mudanças no país. Não há outro caminho. Essas filas gigantescas de emprego remetem a um passado que não gostaríamos de lembrar, mas que parece ter voltado, de desemprego, inflação alta, juros exorbitantes e de desassossego.