OPINIÃO

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Geração de empregos precisa seguir em 2018

Da Redação

| Edição de 27 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apucarana obteve bons resultados em 2017 na geração de empregos. O município gerou 723 vagas no acumulado do ano e ficou em nono lugar no Paraná, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 

Apucarana superou cidades do porte de Maringá (que criou 706 vagas), Londrina (que perdeu quase 2 mil vagas) e Curitiba (redução de 7,9 mil postos de trabalho).
Ao todo, o Paraná criou 12.127 novas vagas de emprego em 2017. O município que mais contribuiu para este resultado foi Pato Branco, com saldo positivo de 2.119 postos de trabalho, seguido por Palotina, com 1.435, e Ponta Grossa, com 1.038.
No caso de Apucarana, a colocação poderia  ter sido ainda melhor se não fosse o desempenho extremamente ruim registrado em dezembro, quando o município perdeu 474 postos de trabalho. Foi o único mês de 2017 com saldo negativo. Esse número expressivo de vagas cortadas acabou afetando o desempenho do ano. Mesmo assim, no cômputo geral, o resultado foi positivo.
Com a criação de 560 postos de trabalho em 2017, a construção civil foi responsável por 77% das novas vagas em Apucarana. Em segundo lugar aparece a indústria da transformação, puxada pelo setor do vestuário, com a criação de 134 vagas. 
A abertura de vagas de empregos em Apucarana precisa ser comemorada. No entanto, é fundamental manter aquecida a indústria e a construção civil. Muitas das vagas geradas em 2017 tiveram origem nas obras da frente de Apucarana da duplicação da BR-376, conduzidas pela Concessionária RodoNorte. Essa etapa está em fase final, o que pode impactar nos primeiros meses de 2018 no Caged. 
Por isso, o poder público precisa buscar alternativas. O prefeito Beto Preto (PSD) anunciou para os próximos dias a inauguração do Parque Industrial da Juruba, que promete fortalecer o setor industrial da nossa cidade. 
Esse é o caminho. É preciso incentivar a industrialização e também estimular a construção civil, como ocorreu com a mudança do Plano Diretor em 2017. O desemprego é um problema gravíssimo, que precisa ser combatido com incentivos às indústrias e uma política pública voltada para o desenvolvimento