OPINIÃO

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Hortas são bom exemplo de ocupações urbanas

Da Redação

| Edição de 29 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Você procura saber de onde vem as frutas, verduras e legumes que consome? Para garantir a qualidade dos alimentos que vão para mesa, cada vez mais cresce a opção pelo cultivo de pequenas hortas em casas e até apartamentos. O movimento das hortas domésticas vem resgatando uma prática até então comum na área rural com novo apelo.
Se no passado as pessoas produziam por conta de uma tradição familiar e também por uma questão de necessidade, hoje, com tudo facilmente à mão nos supermercados, cultivar o próprio alimento está relacionado também a uma questão de saúde e estilo de vida. O uso excessivo dos agrotóxicos na agricultura brasileira e os conhecidos riscos dessa prática para saúde da população é uma das motivações mais óbvias, mas está longe de ser a única.
Quem resolve colocar uma horta em casa quer alimentos frescos e saudáveis, mas também prioriza uma postura de maior consciência ambiental e até de controle de estresse. Por esses e outros motivos é que esse fenômeno também tem escapado dos quintais e ganhado a coletividade das áreas comuns das cidades dentro das hortas comunitárias, que surgem como uma nova alternativa de ocupação de espaço urbano, de convivência social e de incentivo à segurança alimentar.
As hortas comunitárias, inclusive, vem ganhando apoio de órgãos governamentais. Em Arapongas, a Tribuna mostrou, em reportagem recente, a reformulação de lei municipal pelo executivo para garantia de apoio para projetos de cultivo comum. O município tem duas hortas comunitárias consideradas modelo de gestão.
A prática também tem chamado atenção de universidades e do governo do Estado. Um programa criado pela Copel, o Cultivar Energia, apoia a implantação de hortas comunitárias na faixa de segurança sob os linhões de distribuição de energia da companhia. Atualmente a iniciativa colabora com espaços em Maringá e Cascavel, com projetos em andamento em Ponta Grossa e Curitiba.
Universidades estudais, caso da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade do Paraná (Unespar), também tem projetos de incentivo a implantação de hortas comunitárias, oferendo apoio técnico a moradores de baixa renda na implantação dos projetos.
O incentivo a este tipo de projeto é importante e deveria ser repetido em todo Estado. A ocupação de espaços urbanos por hortas abre oportunidade de sustentabilidade, incentiva a cooperação entre a comunidade e ajuda a controlar o problema dos terrenos baldios.