OPINIÃO

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Impacto do consumismo para o planeta

Por Carlos Eduardo Costa, consultor do site de Educação Financeira

| Edição de 28 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Há vários anos, a sociedade moderna tem sido rotulada como a sociedade do consumo. A grande questão, na verdade, é que temos assistido à consolidação de uma sociedade consumista. E esse é o grande problema.

Em uma sociedade de consumo, as pessoas adquirem produtos e serviços necessários para sua vida. Consumismo, ao contrário, é o ato de comprar produtos e serviços sem necessidade e consciência. É compulsivo e descontrolado. Não basta se vestir, é preciso acompanhar todas as tendências da moda. Não é suficiente o conforto proporcionado por alguns produtos tecnológicos, é necessário possuir os últimos lançamentos. Numa sociedade consumista, o consumidor é permanentemente incentivado a adquirir novos produtos.

E essa onda consumista traz graves consequências para a nossa sociedade. No plano individual, um grande número de pessoas se encontra em uma situação de endividamento extremo estimulado pelo desejo de consumo. E isto acaba prejudicando não só a saúde financeira, mas também a saúde física e mental dos endividados. Além de comprometer os relacionamentos e prejudicar inclusive a vida profissional.

Já no plano coletivo, é o nosso planeta que sofre bastante com o consumismo. O meio ambiente é diretamente afetado, pois o consumo desenfreado e o desperdício, muitas vezes causado pela falta de conhecimento, requerem o uso de mais matérias-primas, e, consequentemente, também geram grande quantidade de resíduos. Por causa disso, os ambientalistas acreditam que o nosso planeta está gravemente doente e, alguns dos sintomas já são sentidos e estão piorando as condições de vida na Terra, como por exemplo, o aquecimento global.

Felizmente, já existem diversos movimentos questionando esse tipo de sociedade, e, adotando práticas que rompem com esse modelo de consumo que vai além da real necessidade de cada indivíduo. Em diversos países, pessoas estão adotando como filosofia de vida uma tendência que foi chamada de "new sumerism". Elas acreditam que é possível ter qualidade de vida sem apelar para o exagero no consumo. Buscam viver bem, com o essencial. Muitas empresas já focam nesse segmento. Por exemplo, indústrias de confecção que passaram a utilizar como matéria-prima sobras de tecidos de grandes confecções.

O crescimento da chamada economia compartilhada também é uma reação ao consumismo. A lógica para as empresas desse modelo não é a produção de bens e serviços para cada indivíduo, mas sim o compartilhamento pessoa-para-pessoa (peer-to-peer), o chamado consumo colaborativo. Carros, alimentos, serviços, motos, moradia, informação, tecnologia, entre outros bens, já podem e devem ser compartilhados. A economia compartilhada permite que as pessoas mantenham o mesmo estilo de vida, sem precisar adquirir mais, o que impacta positivamente não só o bolso, mas também, o planeta.

Adotar um novo padrão de consumo pode ter impactos significativos na vida financeira. Sem comprometer o orçamento com o consumo de uma série de supérfluos, sobrará mais dinheiro para a realização dos mais diversos objetivos. Planeje bons hábitos para 2016. Invista em sua educação financeira.