OPINIÃO

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Informação é essencial para aumentar doações de órgão

Da Redação

| Edição de 29 de agosto de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Paraná é o estado que mais registrou doações de órgãos no primeiro semestre de 2018. Foram 602 notificações de potenciais doadores e 284 doações efetivas. Em Apucarana e Arapongas, os resultados também foram positivos. O número de doações efetivas aumentou 50%, passando de 12 para 18 entre janeiro e julho deste ano.

Na região, esse aumento foi influenciado pela redução nas recusas das famílias dos doadores. O índice de familiares que negaram a doação de órgãos caiu de 40% em 2017 para 33,3% neste ano, segundo a Central de Transplantes do Paraná.
Apesar dessa melhora, o índice de recusa ainda preocupa na região. Esse, na verdae, é um fenômeno nacional, que exige uma ampla mobilização para ser superado. Afinal, é essencial aumentar o número de doações de órgãos. O Brasil tem 32.176 pessoas na fila por um transplante, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). 
A falta de informação e até mesmo a ausência de conversas sobre a doação entre as famílias fazem com que o drama de quem aguarda ser transplantado seja ainda maior. Segundo a ABTO, de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como Espanha – referência mundial quando o assunto é transplante – são registrados perto de 40 por milhão, no Brasil essa taxa está próxima de 15.
Para mudar este quadro e permitir que cada vez mais pessoas que estão na fila dos transplantes possam voltar a desfrutar de uma vida confortável, é essencial inserir a temática da doação no cotidiano, dentro das escolas e faculdades de medicina, e também desfazer mitos que circulam entre a população.
A doação de órgãos é possível quando um paciente registra morte encefálica, mas os órgãos continuam funcionando normalmente. Nestes casos, a família é contatada para decidir se os órgãos devem ou não ser captados. 
É um processo seguro, baseado em critérios éticos e que, principalmente, ajuda a salvar e melhorar a qualidade de vida das pessoas beneficiadas. Por isso, a importância da conscientização sobre o tema. É essencial ressaltar, por exemplo, que não existe um mercado negro de órgãos, e que todas as religiões enxergam a doação como um ato de caridade e amor ao próximo. Além disso, os transplantes ocorrem através de uma cirurgia tradicional e ao fim do procedimento o corpo é reconstituído, podendo ser velado normalmente.
Portanto, o assunto deve ser discutido em âmbito familiar. É claro que ninguém espera uma tragédia, mas, caso ocorra, é preciso saber se a vítima gostaria de doar os órgãos. Isso fará a diferença para quem está na fila de espera. É um gesto de solidariedade e de valorização da vida que precisa ser incentivado.