OPINIÃO

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Insegurança na PR-444 precisa ser combatida

Da Redação

| Edição de 04 de abril de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um motorista de ônibus de 44 anos, do interior de São Paulo, não retornou para casa vivo. João Valentim Chiuzuli morreu na madrugada de anteontem após ser alvejado por uma quadrilha de assaltantes na PR-444. O ônibus foi atacado a tiros de fuzil, capotou e outros quatro passageiros ficaram feridos.

Infelizmente, essa morte é uma tragédia anunciada. Com apenas 32 km, entre Arapongas e Mandaguari, a PR-444 é, há anos, uma conhecida rota de quadrilhas especializadas em roubos a ônibus. Os alvos são sempre veículos que seguem para Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, ou para São Paulo, levando compristas.
Ocorre que o modo de ação tem ficado cada vez mais violento. Os bandidos passaram a usar armamento cada vez mais pesado e não hesitam em atirar. No último dia 20, ou seja, há menos de duas semanas, usando a mesma estratégia, uma quadrilha feriu um motorista com um tiro destinado a parar o ônibus. Desta feita, o assalto foi concluído com o modus operandi que é conhecido: o veículo é levado para zona rural na região de Bom Sucesso, os passageiros são roubados e abandonados sem os celulares.
A própria Polícia Civil admite que o local é ponto de ação de mais de uma quadrilha de assaltantes. O trecho é visado porque tem várias rotas de fuga pela zona rural e é muito utilizado pelas empresas de turismo porque encurta distâncias.
Para tentar coibir os crimes, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) orienta que os veículos andem em comboio e mantenham contato com a corporação. Em anos anteriores, operações policiais chegaram a prender vários quadrilheiros que atuam no local. As medidas surtiram efeito por algum tempo, contudo, não foram eficazes para deter a ação dos bandidos.
É preciso urgentemente tomar alguma medida em relação a esses crimes de modo a identificar e prender as quadrilhas que estão agindo na PR-444. É inaceitável que essa situação de faroeste continue se registrando ano após ano na região, colocando inúmeras vidas em risco. 
Além do risco de acidentes, também muito comuns nessa rodovia, a insegurança precisa ser eliminada.