OPINIÃO

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Insegurança persiste e assusta na PR-444

Da Redação

| Edição de 07 de setembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Além da violência no trânsito, a PR-444 também transformou-se num corredor de criminalidade. Com pouco mais de 30 quilômetros, a rodovia que liga Arapongas a Mandaguari é palco frequente de assaltos violentos contra ônibus de turismo. O último ocorreu na madrugada de segunda-feira. A reincidência de casos mostra a fragilidade da segurança pública e a ousadia de criminosos.

Vinte e três passageiros foram feitos reféns. O ônibus foi interceptado nas proximidades do Distrito de Caixa São Pedro, em Apucarana. O veículo saiu de São Paulo com destino a Foz do Iguaçu. Neste ano, esta é a quinta ação do gênero.

Chama atenção a violência praticada pelos criminosos. Neste caso, os passageiros ficaram na mira de armas e precisaram entrar seminus no bagageiro do ônibus. Nos outros casos, a situação foi ainda pior. Os veículos foram parados a tiros pelos criminosos.

A PR-444 tornou-se um problema. Muito utilizada por ônibus de turismo, a rodovia facilita a ação dos criminosos. Há pouco movimento na madrugada e pontos cegos após curvas impedem a visibilidade dos motoristas desses coletivos. A região do Distrito de Caixa São Pedro é o local mais utilizado pelos criminosos para cometer esses delitos.

Essa situação mostra o tamanho da insegurança. Muitos ônibus de turismo decidiram assumir por conta própria a proteção dos passageiros. Carros “batedores” de empresas de segurança, com homens armados, são contratados para escoltar esses veículos até o destino. É a única forma encontrada para tentar reduzir os casos e garantir maior segurança dos passageiros.

É lamentável que isso ocorra. É preciso encontrar formas de combater esse tipo de crime. Desbaratar essas quadrilhas é fundamental. A polícia precisa ampliar as investigações e tirar de circulação esses bandos que agem em rodovias, principalmente na PR-444. O modo de operação desses ladrões já é bem conhecido e a região onde atuam também. Com interceptações telefônicas, se necessário, é possível antecipar ocorrências e pegar esses criminosos em flagrante.

O que não pode é o cidadão ficar a mercê dos criminosos e perder o direito de ir e vir. Afinal, subir num ônibus de turismo como esse, que visa ir ao Paraguai ou a São Paulo para fazer compras, se tornou algo muito arriscado. Afinal, os criminosos estão apostos e preparados para agir. O risco de alguma tragédia é iminente, com os ladrões atirando sem pestanejar e sem medir as consequências. É preciso combater também mais essa modalidade de crime que coloca a vida de pessoas inocentes em risco.